Nesta quinta-feira (16), os Estados Unidos cumpriram a ameaça que já pairava sobre o Brasil há algum tempo: impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. E uma das explicações dadas durante o anúncio é que o Pix recebe tratamento favorecido no Brasil, o que acabaria restringindo a atuação de empresas estadunidenses no mercado de pagamentos.
Imagine, que absurdo: um país favorecer o próprio método de pagamento ao invés de dar mais espaço para empresas estrangeiras… absurdo, não é?
De acordo com a revista VEJA, um alto funcionário da Casa Branca que detalhou o anúncio afirmou que os EUA não querem acabar com o sistema de pagamentos brasileiro. Eles apenas questionam o que consideram uma “vantagem competitiva” do método. “O que não queremos é uma situação em que empresas americanas são forçadas a anunciar o Pix ou são restringidas pelo Pix, e o Pix receba tratamento especial”, afirmou o funcionário.
Por aqui, nós já comparamos o nosso Pix com outro método de pagamentos instantâneo dos EUA, o Zelle.
O que Lula vai fazer com Pix diante de pressão dos EUA?
Também nesta quinta (16), o governo brasileiro divulgou uma nota contestando os argumentos do governo Trump para aplicar novas tarifas contra o Brasil. No documento, o governo afirma que vai começar “imediatamente” os trâmites previstos na Lei de Reciprocidade, aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado. Na nota, o governo volta a defender o Pix como um “patrimônio nacional” e afirma que as alegações estadunidenses envolvendo o método de pagamento são “descabidas”. Ou seja: não, ele não vai a lugar algum.








