Nos últimos dias, a Patagônia argentina enfrentou um rigoroso episódio de frio extremo. A partir de 18 de julho, uma massa de ar de origem antártica foi responsável por uma brusca queda de temperaturas nas províncias de Santa Cruz e Chubut.
O Serviço Meteorológico Nacional da Argentina emitiu um alerta vermelho devido às condições climáticas críticas. Em localidades como El Calafate, o termômetro registrou baixíssimos -17,6°C, quebrando recordes históricos. A população local, bem como os turistas, enfrentaram desafios significativos.
O fenômeno causou impacto direto nas comunidades. Governantes locais e servidores públicos trabalharam no suporte às comunidades. Autoridades intensificaram o monitoramento das condições e a coordenação de esforços para atender as demandas das regiões mais afetadas.
El Calafate sob uma onda de gelo
El Calafate, popular destino turístico, destacou-se como um dos locais mais afetados. Durante seis dias consecutivos, de 18 a 23 de julho, as temperaturas não passaram de 1,4°C no máximo.
A cidade, porta de entrada para o Parque Nacional Los Glaciares, experimentou com isso condições alarmantes para residentes e visitantes.
Regiões vizinhas também afetadas
Além de El Calafate, outras cidades no sul argentino enfrentaram temperaturas severamente baixas. Em Gobernador Gregores, a temperatura atingiu -17,0°C, enquanto Río Gallegos registrou mínimas de -15,4°C.
Várias cidades viram seus termômetros variar entre -24,7°C e -5,4°C. Este cenário desafiou a infraestrutura local e testou a resiliência das comunidades.
Atualmente, a relação entre o fenômeno El Niño e o frio extremo na Patagônia não foi totalmente confirmada por especialistas. O El Niño é geralmente associado a chuvas intensas, mas sua influência exata nas temperaturas do sul da Argentina ainda requer mais estudos.








