Entrou em vigor nesta semana uma nova regra que exige o uso de cadastro online para acesso a serviços de hospedagem no Brasil. Hotéis, pousadas e outros meios de acomodação passaram a adotar obrigatoriamente a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital, substituindo o modelo em papel utilizado até então.
A mudança, coordenada pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados, faz parte de um processo de modernização do setor turístico e já vinha sendo implementada de forma gradual desde novembro de 2025.
Com a nova exigência, o preenchimento da ficha, que já era obrigatório, passa a ser feito de forma digital. O principal impacto para os viajantes é a possibilidade de realizar o pré-check-in antes mesmo de chegar ao local de hospedagem.
Após a confirmação da reserva, o hóspede pode receber um link para inserir seus dados pessoais e informações da viagem antecipadamente. Ao chegar ao hotel, o processo é reduzido à conferência dos dados e retirada da chave, tornando o atendimento mais rápido.
Outra alternativa disponível é o uso de QR Codes nas recepções, permitindo que vários clientes preencham simultaneamente suas informações pelo celular, o que tende a diminuir filas em períodos de alta demanda.
Integração com Gov.br e regras de segurança
O sistema também permite integração com a plataforma Gov.br, possibilitando o preenchimento automático de dados para usuários cadastrados. Nesse caso, basta acessar o sistema da FNRH, fazer login e vincular a reserva.
Para turistas estrangeiros, o cadastro no Gov.br não é obrigatório, o registro pode ser feito com passaporte ou outro documento internacional. Já menores de idade têm seus dados vinculados ao responsável legal.
Segundo o governo, todas as informações seguem as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sendo armazenadas em ambiente seguro e criptografado, sem identificação individual pública.
Padronização e controle do turismo
Além de facilitar a experiência do usuário, a digitalização do processo também amplia a capacidade de monitoramento do setor. Com os dados centralizados, o governo poderá analisar o perfil dos turistas, meios de transporte utilizados e a distribuição da demanda no território nacional.
Para operar o novo sistema, os estabelecimentos precisam estar cadastrados no Cadastur, o cadastro oficial de prestadores de serviços turísticos.
A expectativa é que a medida reduza a burocracia, modernize o atendimento e traga mais eficiência tanto para empresas quanto para viajantes em todo o país.




