O governo estadual do Paraná adotou nesta semana novas medidas no combate ao crime organizado por meio da Polícia Civil. A Assembleia Legislativa aprovou a Lei Orgânica que cria três departamentos especializados: o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), o Departamento de Operações Especiais (DOESP) e o Departamento de Inteligência Policial (DIP).
Este passo visa modernizar a estrutura policial, fortalecendo as ações para enfrentar organizações criminosas. Essas mudanças são uma resposta à crescente complexidade dos crimes no estado, que requerem táticas mais elaboradas e equipes mais preparadas. A reforma busca aprimorar a investigação qualificada e a integração entre as forças de segurança.
Instrumentos especiais
O DRACO foi criado para identificar, investigar e desarticular grupos criminosos que atuam em diferentes cidades e estados. Este departamento utiliza estratégias de inteligência para atingir não só os criminosos, mas também as redes que os sustentam.
O DOESP, por sua vez, se concentra em operações críticas, como resgates e investigações complexas, necessitando de alta especialização.
Já o DIP é encarregado de planejar e coordenar ações de inteligência, assegurando que o conhecimento seja utilizado para prevenir e combater ameaças de forma eficaz. A integração entre os novos departamentos e outros órgãos é assegurada por esse departamento, centralizando informações e otimizando a resposta aos crimes organizados.
Expectativas
A criação dos departamentos acontece num contexto de necessidade de modernização para lidar com a complexidade criminal no Paraná. A expectativa é que as novas unidades tragam melhorias tangíveis na rapidez e eficiência das respostas às ameaças à segurança pública.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, a lei representa um avanço vital para a Polícia Civil, capacitando-a a enfrentar crimes de forma mais especializada.



