Durante muitos anos, o governo chinês manteve a Política do Filho Único, como uma forma de evitar o aumento descontrolado da sua população… pois bem, parece que essa política funcionou tão bem que agora o país está se vendo obrigado a fazer o contrário: incentivar as pessoas a voltarem a ter mais filhos, inclusive pagando para os casais dispostos.
Como o nome já explica, a Política do Filho Único determinava que cada casal poderia ter apenas um filho, abrindo exceções, porém, para casais que tivessem tido uma filha. Essa política foi implementada pelo Partido Comunista Chinês em 1980 e abolida em 2015.
Em 2023, o governo chinês anunciou a criação de um programa nacional de natalidade, com uma das medidas incluindo um apoio financeiro para famílias dispostas a terem um filho ou mais. Famílias elegíveis passam a receber 3,6 mil yuans (cerca de R$ 2.746 na cotação atual) por cada filho com menos de três anos.
De acordo com a CNN Brasil, o anúncio feito na época pela agência estatal Xinhua explica que as famílias que receberem os recursos também teriam direito a isenção do imposto de renda, e o valor não seria considerado como renda para qualificação em outros benefícios sociais, como auxílio-moradia.
Governo chinês enfrenta queda significativa de natalidade
Assim como no resto do mundo, a taxa de natalidade também caiu significativamente na China nas últimas décadas. O número médio de filhos por mulher no país era de 7,5 em 1963 e caiu para dois nos anos 1970. Em 2023, pela primeira vez, esse número ficou abaixo de 1: 0,999, segundo dados do Banco Mundial.




