A contratação de novos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou uma nova etapa obrigatória de segurança. Agora, quem solicitar o crédito deverá confirmar a operação por meio da biometria facial diretamente no aplicativo ou no site do Meu INSS. Sem essa validação, o contrato é cancelado automaticamente.
A medida passou a valer como parte das ações adotadas pelo governo para reforçar a proteção contra fraudes envolvendo benefícios previdenciários, especialmente após casos de descontos irregulares registrados nos últimos anos. O procedimento é exigido em toda nova contratação de crédito consignado.
Após solicitar o empréstimo junto à instituição financeira, o beneficiário recebe a proposta na plataforma Meu INSS com o status de “pendente de confirmação”. A partir desse momento, há um prazo de até cinco dias corridos para acessar o sistema com a conta Gov.br, conferir as informações da operação e realizar o reconhecimento facial. Caso os dados não estejam corretos, o usuário pode recusar a contratação.
Mudança amplia segurança, mas ainda enfrenta dificuldades
Segundo levantamento realizado pela pesquisa Datatudo com leitores do portal, cerca de 40% dos aposentados relatam algum tipo de dificuldade com a biometria facial utilizada pelo INSS. Desse total, 16% afirmam enfrentar erros frequentes no sistema, 13% dizem não possuir o cadastro biométrico e outros 11% conseguem utilizar o recurso apenas com ajuda de terceiros.
Apesar dos desafios apontados pelos usuários, o governo considera a biometria facial um mecanismo importante para reduzir fraudes e garantir que apenas o próprio beneficiário autorize operações financeiras vinculadas ao benefício previdenciário.
Prazo maior para pagamento também entra em vigor
Além da obrigatoriedade da validação biométrica, as regras do crédito consignado do INSS também foram alteradas. O prazo máximo para pagamento dos contratos passou de 96 para até 108 meses, equivalente a nove anos.
Outra novidade permite que o início do desconto das parcelas seja adiado por até três meses após a liberação do crédito, oferecendo maior flexibilidade para a organização financeira dos aposentados e pensionistas.
Atualmente, cerca de 17 milhões de beneficiários do INSS possuem contratos de empréstimo consignado, modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente do benefício mensal. A expectativa do governo é que as novas exigências aumentem a segurança das operações sem impedir o acesso ao crédito por parte dos segurados.








