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Greve é confirmada no Brasil e brasileiros que recebem INSS, FGTS ou Bolsa Família devem ficar atentos ao que pode acontecer

Por Pedro Silvini
15/09/2026
Em Geral
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Meu INSS

(Reprodução/INSS)

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, iniciada na quinta-feira (10), colocou milhões de brasileiros em alerta, principalmente aqueles que utilizam o banco para receber benefícios como INSS, FGTS e Bolsa Família. Apesar da paralisação das agências em todo o país, os pagamentos não foram suspensos automaticamente e os principais canais digitais continuam disponíveis para movimentações financeiras.

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A paralisação foi aprovada depois que 90% dos votos válidos rejeitaram a proposta apresentada pela instituição para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho. A Caixa é responsável pelo pagamento de 30 benefícios e atende aproximadamente 56 milhões de pessoas, o que amplia a preocupação sobre possíveis efeitos da greve na rotina dos beneficiários.

A paralisação não significa que o dinheiro dos benefícios deixará de ser disponibilizado. Aplicativo Caixa, Internet Banking, caixas eletrônicos e outros canais remotos permanecem como alternativas para consultar valores, realizar pagamentos e movimentar recursos.

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O principal impacto tende a ocorrer nos serviços que dependem diretamente dos funcionários das agências. Procedimentos que exigem conferência de documentos, análise técnica, atualização de informações ou correção de pendências podem levar mais tempo durante a greve.

Para quem recebe INSS ou Bolsa Família, portanto, a orientação é priorizar os canais digitais sempre que possível e acompanhar os comunicados oficiais da Caixa. Os pagamentos vinculados aos benefícios não foram interrompidos em razão da paralisação.

No caso do Bolsa Família, os depósitos previstos para a segunda quinzena do mês continuam no calendário dos beneficiários. A dificuldade pode aparecer principalmente quando houver necessidade de atendimento presencial para regularizar alguma situação ou solucionar um problema relacionado ao pagamento.

Sede da Caixa
(Reprodução/Leonardo Sá/Agência Senado)

Caixa reabre negociação com bancários

Mesmo com as agências paralisadas por tempo indeterminado, houve uma mudança nas negociações entre a Caixa e os trabalhadores. O banco desistiu de levar a disputa para dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e informou à Contraf-CUT, na noite de domingo (13), que pretende reabrir a mesa de negociação.

A instituição também comunicou que irá suspender as sanções anunciadas anteriormente. O principal ponto de conflito entre os funcionários e a Caixa, entretanto, continua relacionado ao Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.

Na proposta rejeitada, o banco oferecia um prêmio de reconhecimento de R$ 3 mil por funcionário, além do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) previsto para sexta-feira (18). Também estava incluída a elevação do teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%.

A proposta previa ainda que os empregados contribuíssem com um percentual sobre o salário-base entre 2,30% e 4,10%, de acordo com a idade, além de uma cobrança por dependente que variaria de R$ 480 a R$ 660, também conforme a faixa etária.

Banco apresentou medidas para reduzir déficit do plano de saúde

Como parte da tentativa de solucionar o problema financeiro do Saúde Caixa, a instituição propôs antecipar sua parcela da 13ª mensalidade do plano referente aos anos de 2028, 2029 e 2030.

Também foi oferecido o pagamento de valores relacionados ao PAMS (Programa de Assistência Médico-Supletiva) a partir de 2027. A Caixa ainda propôs destinar R$ 236 milhões para ações de prevenção à saúde a partir de janeiro do próximo ano.

Mesmo diante das medidas, a categoria decidiu rejeitar a proposta em assembleia realizada na noite de sexta-feira. Em São Paulo, Osasco e região, principal base dos trabalhadores, o acordo foi recusado por 68% dos votos.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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