A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro, iniciada à meia-noite desta segunda-feira, 29 de junho, está afetando intensamente o cotidiano da cidade. Os trabalhadores decidiram manter a paralisação em assembleia realizada ainda na noite deste domingo, 28 de junho.
Nesta terça-feira, 30 de junho, uma audiência de mediação ocorrerá no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1) para buscar uma solução.
A mobilidade urbana do Rio de Janeiro está seriamente comprometida devido à greve. Cerca de 800 ônibus estão operando, enquanto a frota habitual é de 1.800 veículos. Esse déficit intensificou os problemas no transporte público. Os piquetes registraram casos de vandalismo.
Demandas do sindicato
Os rodoviários reivindicam melhorias nas condições de trabalho e salários. As exigências incluem um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e R$ 4 mil para convencionais, além de um tíquete-alimentação de R$ 1 mil.
Também exigem o fim dos contratos temporários e formalização pela CLT.
Impactos para os usuários
A greve tem causado grandes transtornos aos passageiros, aumentando as esperas e filas nos pontos de ônibus. Muitos cariocas têm recorrido a trens, metrô e barcas para se deslocarem. Alguns chegaram a invadir faixas do BRT, agravando o cenário caótico.
A audiência de mediação no TRT-1 é vista como um passo crucial para negociar um acordo que atenda ambas as partes. Enquanto isso, as autoridades se preparam para novas rodadas de negociação, tentando evitar prolongamento do impasse.
A greve dos rodoviários no Rio, em 2026, prossegue sem solução imediata, enquanto a audiência de 30 de junho no Tribunal Regional do Trabalho representa uma tentativa de mediação.




