O Censo 2022, conduzido pelo IBGE, revelou mudanças significativas na composição religiosa do Brasil, destacando uma transformação nos segmentos de fé. Realizado nacionalmente, o levantamento demonstrou que, embora 86,9% dos brasileiros ainda se identifiquem como cristãos, outras afiliações estão em mudança. Essa tendência foi comparada com dados anteriores.
Os católicos representam agora 57% da população, equivalente a 100,6 milhões de adeptos. Esse número mostra uma redução contínua desde 2000, quando 74,4% dos brasileiros se declaravam católicos.
Já os evangélicos aumentaram sua proporção para 26,9% da população, refletindo tendências de crescimento dessas denominações.
Alterações nos grupos evangélicos
Dentro dos grupos evangélicos, destaca-se o aumento dos evangélicos que não especificam uma denominação, agora constituindo 15,6% da população. Em 2010, essa categoria representava apenas 4,8%.
Os pentecostais, por sua vez, incluindo Assembleias de Deus e a Igreja Universal do Reino de Deus, representam 8,1% dos brasileiros.
Desafios na coleta de dados religiosos
Dificuldades na coleta de dados podem ter influenciado os resultados do Censo 2022. Houve ausência de diretrizes claras para evitar respostas genéricas, resultando em algumas variações nos registros, especialmente entre diferentes grupos evangélicos.
Fora do cristianismo, 1,7 milhão de brasileiros declararam-se ateus, enquanto 16,4 milhões afirmaram não ter religião. Embora sejam em menor número, esses grupos evidenciam a diversidade crescente do cenário religioso brasileiro.
Até o próximo levantamento em 2030, o país continuará observando como essas mudanças se manifestam, refletindo transformações sociais e culturais profundas.











