Imagine descobrir que não apenas você, mas vários moradores da sua região, começaram a encontrar cobras em casa, em locais que vão desde a pia da cozinha até em cima da sua própria cama? Pois foi isso que aconteceu com moradores do bairro de São José, área central do Recife, Pernambuco, que recentemente tiveram que enfrentar uma infestação de cobras da espécie jiboia. De acordo com o portal LeiaJá, as aparições frequentes dos animais apavoraram os moradores, que passaram a instalar telas de proteção nas janelas ou até mesmo a abandonarem suas residências.
Os próprios moradores relatam que as cobras estariam vindo de um terreno baldio, localizado entre a Travessa Lourenço de Sá (onde os animais começaram a ser vistos) e a movimentada Rua Imperial. Antigamente, o terreno abandonado abrigava uma concessionária de veículos.
Uma moradora da rua, Niedja Ferreira, de 27 anos, contou ao LeiaJá que o dono do terreno ainda não apareceu para conversar com os moradores para resolver a situação. Ela também afirma que os habitantes estão inseguros até mesmo de dormir, com medo de acordar com uma cobra jiboia ao lado. Segundo Niedja, uma vizinha que morava há 18 anos no imóvel decidiu se mudar depois de encontrar uma jiboia sobre a sua cama.
Outra moradora, uma idosa chamada dona Rosinha, mora em uma casa que faz divisa com o terreno e abandonou o próprio quarto por meio das cobras, passando a dormir em um espaço improvisado no terraço da residência. Felizmente, ainda não foram registrados casos de pessoas machucadas pelas cobras.
Ps: lembrando que jiboias não são peçonhentas, ou seja, elas não têm veneno, mas elas têm uma mordida forte.
O que autoridades dizem sobre o assunto
A Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), da Polícia Militar de Pernambuco, informou, por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), que atua em ocorrências após ser acionada por canais oficiais e que, esta semana, uma equipe resgatou quatro jiboias no local.
“Para reduzir riscos à população, o BPA orienta que, ao avistar qualquer animal silvestre, as pessoas não tentem se aproximar ou interagir com o animal. Em casos de invasão de residências ou áreas comuns, a recomendação é acionar imediatamente os órgãos competentes”, afirma nota do BPA.












