Em 2008, J.K. Rowling, a autora da famosa franquia literária Harry Potter, foi convidada para discursar para os formandos de Harvard como a paraninfa da turma. Alguns anos depois, esse discurso foi até publicado sob forma de livro aqui no Brasil, com o título Vidas muito boas – As vantagens do fracasso e a importância da imaginação, pela editora Rocco (a mesma que tem os direitos de Harry Potter aqui no Brasil).
No discurso, ela comentou que se perguntou muito o que poderia dizer e o que ela gostaria de saber quando se formou, há 21 anos. Ela construiu o discurso em volta de dois pilares: os benefícios do fracasso e a importância crucial da imaginação.
Vinda de uma família pobre, Rowling contou que sempre sonhou em ser escritora, mas que seus pais viam a sua imaginação e se preocupavam com o futuro financeiro dela (algo que, como ela reconhece, é irônico considerando a fortuna bilionária que seus livros lhe renderam). Ela relembrou que se tornou mãe solo ainda jovem após um casamento curto com um homem abusivo e que era “tão pobre quanto dá para ser na Inglaterra moderna sem ser uma pessoa em situação de rua”. Foi nessa situação que ela investiu em seu livro, Harry Potter, e “o fundo do poço se tornou a base sólida sobre a qual reconstruí minha vida”, declarou Rowling.
“O fracasso me deu uma segurança interior que eu jamais havia conquistado ao passar em exames. O fracasso me ensinou coisas sobre mim mesma que eu jamais teria aprendido de outra forma. Descobri que tinha uma força de vontade inabalável e mais disciplina do que imaginava; também descobri que tinha amigos cujo valor era verdadeiramente inestimável”, afirma trecho do discurso.
“Mas o quanto vocês, graduados de Harvard de 2008, têm probabilidade de impactar a vida de outras pessoas? Sua inteligência, sua capacidade de trabalho árduo, a educação que conquistaram e receberam lhes conferem um status único e responsabilidades singulares”, afirma outro trecho.











