Eleita em outubro do ano passado, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, está buscando cumprir uma das suas promessas de eleição: criar um serviço de inteligência centralizado para o país, algo que o Japão não tem desde o final da Segunda Guerra Mundial (lá em 1945). A criação de uma agência de inteligência nacional é um dos pilares da agenda da primeira-ministra para fortalecer a política de defesa e a segurança do país diante do aumento de tensões na Ásia, com a China, Rússia e Coreia do Norte.
De acordo com a revista Exame, desde que assumiu o cargo, a primeira-ministra flexibilizou restrições à exportação de armamentos e impulsionou o maior programa de rearmamento japonês desde o pós-guerra.
Nos últimos meses, segundo a revista, o governo japonês também tem feito consultas reservadas com países como Estados Unidos e Alemanha para obter orientações sobre tecnologia, estrutura de pessoal e prioridades estratégicas da futura agência. As informações foram reveladas pelo New York Times.
Japão tem sido base de espiões russos, segundo veículo
A iniciativa de retomar um serviço de inteligência no país vem em meio ao aumento de preocupações com espionagem estrangeira. Segundo a plataforma, nos últimos anos, dezenas de agentes russos se estabeleceram no país asiático como parte de uma estratégia para adquirir componentes destinados à indústria bélica, enviá-los à Rússia e contornar sanções internacionais. Autoridades estrangeiras até teriam alertado o Japão sobre essas operações, mas a resposta do país foi considerada lenta, provavelmente um resultado direto da falta de um serviço de inteligência japonês.








