Desde 2016, o deserto de Atacama, no norte do Chile, tem sido palco de um crescente acúmulo de roupas descartadas. Com mais de 60.000 toneladas de peças já acumuladas em alguns locais, este fenômeno se originou principalmente pelas exportações de regiões como os Estados Unidos, a Europa e a Ásia.
O porto de Iquique, uma zona franca, serve como o principal ponto de entrada para esses resíduos têxteis, que acabam no deserto após não encontrarem compradores na América Latina.
A cada ano, a montanha de roupas no Atacama aumenta, destacando o problema da moda descartável. Essas peças, originárias de países que lidam com o excedente de roupas, chegam ao Chile como parte do mercado global de roupas usadas. Quando não vendidas, elas são descartadas, causando preocupações ambientais e sociais na região.
Danos ambientais e sociais
A queima de roupas nos desertos, frequentemente realizada para liberar espaço, resulta na liberação de substâncias tóxicas. Tecidos de poliéster, derivados do petróleo, liberam poluentes ao serem queimados, prejudicando o ar e o solo. Isso afeta diretamente a saúde das comunidades próximas, que enfrentam um aumento nos problemas respiratórios.
Além do impacto ambiental, o acúmulo de roupas destaca o modelo de consumo insustentável promovido por marcas globais.
Soluções sustentáveis
Várias organizações estão trabalhando para mitigar os efeitos desse problema no Atacama. Incentivar práticas de consumo mais conscientes e implementar políticas de responsabilidade empresarial são vistos como passos essenciais.
Iniciativas como a reutilização de roupas descartadas e a promoção da economia circular são vistos como cruciais para reduzir o impacto ambiental. Até 2026, espera-se que novas medidas sejam implementadas no Chile para gerenciar eficazmente os resíduos têxteis.








