Mesmo depois de mais de duas décadas de inflação e aumento dos custos dos alimentos, brasileiros ainda conseguem almoçar ou jantar por apenas R$ 1 em uma rede de restaurantes populares do estado de São Paulo. O valor é mantido pelo Programa Bom Prato, criado em 28 de dezembro de 2000 com a proposta de garantir alimentação de qualidade a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Assim, as refeições seguem custando R$ 1 para almoço e jantar e R$ 0,50 no café da manhã, valores mantidos desde a criação do programa, há mais de 25 anos. A diferença entre o preço cobrado do consumidor e o custo real da operação é bancada pelo Governo do Estado de São Paulo por meio de subsídios.
Atualmente, o programa alcançou a marca de 3,1 milhões de refeições servidas por mês e se consolidou como um dos maiores programas de segurança alimentar da América Latina.

Refeição completa por apenas R$ 1
O preço simbólico não significa uma refeição reduzida. O cardápio do Bom Prato inclui itens como arroz, feijão, guarnição, proteína e fruta, com planejamento realizado por equipes de nutrição.
Todas as unidades contam com profissionais responsáveis pela elaboração dos cardápios e pela supervisão das boas práticas de manipulação dos alimentos. A proposta é oferecer refeições equilibradas, seguras e adequadas a diferentes públicos.
Em determinados pontos da rede, também são disponibilizados café da manhã e jantar. O primeiro custa R$ 0,50, enquanto o jantar mantém o mesmo preço do almoço, de R$ 1.
Rede já alcança 128 locais
A estrutura do programa cresceu consideravelmente desde sua criação. Atualmente, o Bom Prato possui 71 restaurantes fixos, quatro refeitórios e 48 caminhões que atendem 53 pontos de distribuição do Bom Prato Móvel.
Somados, os diferentes formatos chegam a 128 locais de atendimento em 42 municípios paulistas.
Somente durante a atual gestão, foram entregues novas unidades, incluindo restaurantes móveis e os chamados Bom Prato Refeitório, que contam com espaços climatizados para receber os usuários.
A expansão também passou a mirar municípios menores. O Vale do Ribeira está entre as regiões contempladas com a ampliação, que prevê uma unidade fixa em Registro e atendimento móvel em Cajati, Jacupiranga e Sete Barras. O investimento estimado para essa expansão é de R$ 6,8 milhões.
Estado mantém subsídio para segurar o preço
Manter o almoço e o jantar a R$ 1 exige uma participação significativa do poder público. Desde 2023, o Governo de São Paulo destinou R$ 866,4 milhões para o custeio das refeições.
Quando são considerados também investimentos em reformas, novas unidades e melhorias estruturais, o montante chega a R$ 894,4 milhões.
O governo também destinou R$ 18,8 milhões para revitalização de restaurantes e aquisição de equipamentos, permitindo modernizar parte da estrutura utilizada diariamente pela população.
A manutenção do preço baixo é justamente um dos principais pilares da política de segurança alimentar. Sem o subsídio público, o valor pago diretamente pelo usuário não seria suficiente para cobrir os custos envolvidos na produção e distribuição das refeições.
Durante os meses mais frios, o programa também mantém a distribuição de caldos quentes no jantar por meio do Bom Prato Inverno. Em 2025, a iniciativa distribuiu mais de 1,1 milhão de porções.











