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Moeda antiga do Brasil está avaliada em R$ 2,5 milhões

Por Pedro Silvini
25/05/2025
Em Geral
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Peça da Coroação

(Reprodução/Terra)

No mundo da numismática — a ciência que estuda moedas, medalhas e cédulas — alguns itens ultrapassam o valor material e se tornam verdadeiros tesouros históricos. É o caso da chamada “Peça da Coroação”, a moeda mais valiosa do Brasil, cujo valor pode ultrapassar R$ 2,5 milhões no mercado de colecionadores.

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Cunhada em 1822, em ouro, a moeda foi criada para celebrar a coroação de Dom Pedro I como imperador do Brasil, pouco após a Proclamação da Independência. Ao todo, apenas 64 exemplares foram produzidos pela Casa da Moeda do Rio de Janeiro, tornando a peça extremamente rara. Atualmente, sabe-se do paradeiro de pouco mais de 16 unidades, localizadas em coleções privadas e museus no Brasil e em Portugal.

O caso da “Peça da Coroação” exemplifica como itens aparentemente simples podem ganhar status de relíquias históricas. No universo da numismática, características como ano de emissão, erro de cunhagem e importância política ou cultural podem transformar moedas em objetos de desejo — e de alto valor financeiro.

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Moeda de D. Pedro I
Peça da Coroação é a mais valiosa no Brasil (Reprodução/Museu de Valores do Banco Central)

Moeda rejeitada por Dom Pedro I

Apesar de seu valor simbólico e histórico, a “Peça da Coroação” foi rejeitada pelo próprio Dom Pedro I. O busto retratado no anverso da moeda, criado pelo artista Zeferino Ferrez, mostrava o imperador com o peito nu e coroa de louros, à maneira dos imperadores romanos — algo que desagradou o monarca, que desejava ser representado em traje militar.

Outro elemento que provocou insatisfação foi a inscrição “IN HOC SIGNO VINCES” (“Com este sinal vencerás”), cunhada pelo artista Thomé Joaquim da Silva. O conjunto de fatores levou à imediata suspensão da cunhagem, interrompendo a produção ainda nos primeiros exemplares.

Mesmo com produção interrompida, a raridade e o simbolismo da “Peça da Coroação” garantiram seu destaque no mercado. Em 2012, uma unidade foi leiloada nos Estados Unidos por quase US$ 500 mil, o equivalente a mais de R$ 1 milhão na época. Dois anos depois, em 2014, outro exemplar bateu recorde nacional, sendo arrematado por R$ 2,37 milhões.

Com a valorização do mercado de moedas raras e o câmbio atual do dólar, especialistas acreditam que o valor da peça já supere R$ 2,5 milhões. Fatores como estado de conservação, proveniência e contexto histórico influenciam diretamente na precificação de cada exemplar.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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