O Santos perdeu um dos patrocinadores associados diretamente a Neymar. A Pley by Ney, marca de bebidas ligada ao atacante, encerrou o contrato com o clube em julho e decidiu não renovar a parceria. A saída ocorre em um momento de forte pressão financeira na Vila Belmiro, marcado também pela perda de outros anunciantes e por dívidas que dificultam a contratação de reforços.
A parceria envolvendo Pley by Ney, Tial, Fun Brands e NR Sports chegou ao fim sem renovação. A empresa ocupava espaços no meião e na faixa de capitão do uniforme santista. Segundo informações do UOL, o encerramento do acordo está relacionado principalmente aos débitos do Santos com Neymar e ao desgaste entre o jogador e o presidente Marcelo Teixeira.
A saída da marca, portanto, não representa uma transferência ou desligamento de Neymar do elenco, mas o fim de uma parceria comercial entre o clube e uma empresa associada ao jogador.
Santos perde cinco marcas do uniforme
A Pley by Ney não foi a única empresa a deixar o uniforme do Santos neste período. O clube também perdeu EQR, Nissei, Álamo e Corpx, ampliando os espaços disponíveis para novas negociações comerciais.
A EQR estampava sua marca na parte traseira da camisa, enquanto a Nissei ocupava a região entre o escudo e a fornecedora de material esportivo Umbro. A Álamo aparecia no calção, e a Corpx tinha sua identificação na barra do uniforme.
EQR, Nissei e Pley by Ney optaram pela não renovação dos contratos. No caso da Corpx, Santos e empresa chegaram a um acordo para rescindir a parceria após problemas internos. Já a Álamo ainda possui dois jogos previstos no contrato e existe possibilidade de extensão do vínculo.
Por enquanto, os espaços deixados pelas empresas ainda não foram preenchidos.
A diretoria santista, entretanto, trabalha com a expectativa de conseguir acordos considerados mais vantajosos. O departamento de marketing avalia que o período entre agosto e novembro é estratégico, já que muitas empresas começam a definir os orçamentos destinados ao marketing e ao patrocínio para os próximos ciclos.
Crise financeira limita reação do clube
A perda de patrocinadores acontece paralelamente a uma situação financeira delicada. O Santos quitou o salário CLT referente a julho com o elenco, mas ainda possui dois meses de direitos de imagem em aberto.
A próxima parcela vence no dia 20. A expectativa interna é que o clube consiga pagar um mês da pendência, mantendo, porém, aproximadamente dois meses de dívida com os jogadores.
O cenário também interfere diretamente no planejamento esportivo. Após a derrota por 2 a 0 para o Athletico, na Vila Belmiro, o técnico Cuca pediu publicamente a chegada de dois ou três reforços para fortalecer o grupo.
O treinador também citou a necessidade de derrubar o transfer ban imposto pela Fifa para que o Santos possa voltar a contratar.
Dívida com Monaco mantém transfer ban
A punição está relacionada a uma dívida com o Monaco pela contratação de Jean Lucas. O valor informado é de aproximadamente R$ 12 milhões.
Apesar da necessidade esportiva, a retirada do transfer ban não aparece como prioridade imediata da diretoria. O Santos concentra esforços na reorganização financeira e na busca por novas fontes de receita.
Segundo o balanço referente a 2025, o passivo do clube ultrapassa R$ 1 bilhão, sendo cerca de R$ 470 milhões classificados como compromissos de curto prazo.
A situação ganhou ainda mais peso porque o Santos entrou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, justamente no momento em que o treinador cobra alternativas para aumentar a competitividade do elenco.











