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Nova causa da esquizofrenia foi descoberta e você ficará em choque

Por Pedro Silvini
28/04/2025
Em Geral
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Pesquisadores da Unicamp

Pesquisadores da Unicamp (Reprodução/Unicamp)

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desvendaram mais uma peça importante do complexo quebra-cabeça da esquizofrenia: uma proteína, chamada hnRNP A1, pode ter um papel-chave no surgimento da doença, ainda durante a formação do cérebro.

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O achado foi publicado no Journal of Neurochemistry e reforça a ideia de que falhas no processo de mielinização — a formação da capa protetora dos neurônios — estão no centro do transtorno.

Até então, a esquizofrenia era tratada com medicamentos que agiam de forma genérica no cérebro, muitas vezes causando efeitos colaterais severos. Agora, os cientistas têm uma nova direção para o desenvolvimento de tratamentos mais específicos e eficazes.

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Como a proteína hnRNP A1 entra na história?

A proteína hnRNP A1 atua nos oligodendrócitos, células responsáveis por produzir a bainha de mielina — a “capa” que envolve os neurônios e garante a transmissão eficiente dos impulsos nervosos. O estudo revelou que uma disfunção nessa proteína pode comprometer a formação da mielina, prejudicando a comunicação entre os neurônios e desencadeando o transtorno.

“O que a gente descobriu é que essa proteína parece estar envolvida desde o começo, no neurodesenvolvimento, antes mesmo de os primeiros sintomas aparecerem”, explica o professor Daniel Martins-de-Souza, do Instituto de Biologia da Unicamp, líder da pesquisa para o G1.

Um processo que começa antes dos primeiros sinais

A esquizofrenia é uma doença crônica que geralmente só se manifesta após a adolescência ou no início da vida adulta. No entanto, a nova pesquisa sugere que a origem do transtorno pode estar ligada a alterações moleculares ainda durante a gestação.

Experimentos com camundongos mostraram que a perda da mielina — induzida por um composto chamado cuprizona — provoca efeitos semelhantes aos observados em cérebros humanos afetados pela esquizofrenia.

Quando os cientistas desativaram a proteína hnRNP A1 nesses animais, o processo de remielinização, que deveria ocorrer naturalmente, foi comprometido, reforçando o papel crítico dessa molécula.

O glutamato, o estresse oxidativo e a morte celular

Outro estudo recente da Unicamp, publicado no European Archives of Psychiatry and Clinical Neuroscience, aprofundou a investigação sobre as bases moleculares da esquizofrenia. Utilizando amostras de tecidos cerebrais de pacientes pós-morte, os pesquisadores mapearam proteínas específicas de neurônios e oligodendrócitos afetados pelo transtorno.

Tratadas com a substância MK-801, que simula o efeito da esquizofrenia ao bloquear a ação do glutamato (neurotransmissor essencial para a cognição e a memória), essas células mostraram sinais de estresse oxidativo e apoptose — um tipo de morte celular programada. A desregulação do receptor NMDA, ligado ao glutamato, parece ser outro fator central na doença.

“Ao entender como esses processos afetam especificamente cada tipo de célula, conseguimos identificar alvos mais precisos para futuros tratamentos”, afirma Martins-de-Souza.

Embora os pesquisadores alertem que o trabalho ainda está em estágios iniciais e que novas soluções clínicas levarão tempo para chegar ao mercado, o horizonte é animador.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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