A partir da próxima segunda-feira (8), novas regras vão entrar em vigor para quem quiser obter a sua primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A (motos) e B (carros). Agora, esses candidatos também vão precisar fazer o exame toxicológico antes de começarem as demais etapas do processo de habilitação, incluindo o exame psicotécnico. Até então, o exame era obrigatório apenas para motoristas profissionais das categorias C, D e E.
A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) definiu essa exigência com base na Lei 15.153/2025 e na Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Um ponto importante é que o exame toxicológico tem validade limitada. Depois dessa etapa, você tem um prazo de três meses para dar continuidade ao processo, caso contrário você vai ter que pagar de novo para fazer o exame.
Como funciona o toxicológico para tirar a CNH?
O toxicológico consegue detectar o uso recorrente de substâncias como:
- cocaína;
- maconha;
- anfetaminas;
- metanfetaminas;
- ecstasy;
- opioides, como fentanil, heroína e metadona;
- opiáceos, como morfina e codeína;
- estimulantes conhecidos como “rebites”.
E lembrando que o exame detecta o consumo dessas substâncias usadas até 180 dias antes da sua realização.
O teste coleta amostras de cabelo, pelos ou unhas e deve ser feito em laboratórios credenciados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). De acordo com o g1, “a Lei nº 15.153/2025 também permite que clínicas médicas de aptidão física e mental tenham postos de coleta.” O custo do exame varia entre R$ 110 e R$ 250, segundo a Associação Brasileira de Toxicologia (Abtox).




