Mix Conteúdos Digitais
  • Início
  • Últimas Notícias
  • Contato
  • PUBLICIDADE LEGAL
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados

Itália pode restringir cidadania por descendência a bisnetos e trinetos

Por Pedro Silvini
21/09/2026
Em Geral
0
Bandeira Itália

(Reprodução/Freepik)

Com mais de 30 milhões de descendentes de italianos, o Brasil abriga uma das maiores comunidades de oriundi fora da Itália. No entanto, uma nova proposta legislativa em trâmite no Parlamento italiano pode colocar fim ao acesso de milhões de brasileiros à cidadania italiana por direito de sangue, o chamado iure sanguinis.

Recomendado para você

  • Menino diz estilista costura vestidoAos 4 anos, menino diz aos pais que é estilista e costura um vestido para a irmã; aos 7, apresenta uma coleção inteira e entra para o Guinness
  • Conquistar territórios alexandre grande estudouAntes de conquistar territórios, Alexandre, o Grande, estudou com Aristóteles; escavação revela salas e mosaicos do complexo ligado à educação do futuro conquistador
  • Homem escravizado aprendeu escrever gravouHomem escravizado aprendeu a escrever e gravou poemas nos vasos que produzia; quase dois séculos depois, descendentes recuperam duas de suas obras
  • Freiras cobriram pinturas de deuses nus em uma residência de Roma; séculos depois, restauradores retiram as camadas e fazem as imagens reaparecerem

O Decreto-Lei 36/2025, conhecido como Lei Tajani, propõe mudanças profundas na atual legislação. A mais significativa é a restrição da cidadania apenas a filhos e netos de italianos, excluindo bisnetos, trinetos e gerações seguintes. Se aprovada, a regra mudaria drasticamente o cenário atual, no qual qualquer descendente, independentemente da geração, pode solicitar a cidadania — desde que comprove a linhagem por meio de documentos.

Expressão polêmica pode excluir maioria dos brasileiros descendentes

Recomendado para você

  • Escritor passa autografando páginas entraremEscritor passa anos autografando páginas antes mesmo de elas entrarem nos livros e chega à marca de 875 mil assinaturas
  • Gata desaparece mudança passa cincoGata desaparece durante mudança, passa cinco dias presa atrás de uma parede e é encontrada viva depois de sobreviver comendo isolamento
  • Empresário começa resort terreno eletricidadeEmpresário começa um resort em terreno sem eletricidade e, anos depois, constrói hotel em formato de galo de quase 35 metros com 15 quartos para receber hóspedes
  • Surfista encontra pinguim imperador praiaSurfista encontra um pinguim-imperador numa praia australiana, a milhares de quilômetros da Antártida, e o visitante debilitado precisa de ajuda para voltar ao mar

Além da limitação geracional, um ponto polêmico do texto preocupa ainda mais. A emenda 1.8, já incorporada ao projeto, determina que o ascendente italiano deve ter possuído exclusivamente a cidadania italiana, ou seja, não poderia ter se naturalizado brasileiro ou argentino, por exemplo. Essa exigência, se mantida, inviabiliza o reconhecimento da cidadania para a imensa maioria dos brasileiros descendentes, cujos antepassados se naturalizaram nos países de acolhida.

A cláusula gerou reação intensa entre líderes da diáspora italiana. O ex-deputado ítalo-brasileiro Luís Roberto Lorenzato classificou a inclusão do termo “exclusivamente” como um erro legislativo grave, que contraria os interesses dos descendentes fora da Itália. Ele tem articulado mudanças com senadores italianos para reverter a exigência antes da votação final.

Jurisprudência e especialistas apontam inconstitucionalidade

Apesar do avanço do projeto, juristas apontam que as medidas propostas podem ser inconstitucionais, por violarem a jurisprudência vigente que reconhece o direito dos descendentes desde o nascimento. A nova regra também impede a transmissão da cidadania a futuras gerações, caso o reconhecimento seja concedido sob a nova lei.

Segundo o advogado Vagner Cardoso, especialista em processos de cidadania, mesmo que a lei seja aprovada, os tribunais ainda poderão reconhecer o direito dos descendentes por meio de ações judiciais. Porém, ele alerta:

“O ideal é iniciar o processo agora, antes que o sistema fique ainda mais sobrecarregado”.

Vagner Cardoso

O que muda na prática com a nova lei

Além da restrição por grau de parentesco e exclusividade de cidadania, o texto prevê:

  • Maior rigor na análise dos documentos apresentados;
  • Fim dos processos via consulado — a análise será centralizada em um novo escritório, ainda não criado;
  • Em fase futura, cidadãos reconhecidos terão que cumprir deveres cívicos para manter o status ao longo de 25 anos (sem detalhes de como isso será feito).

No entanto, os documentos exigidos seguem os mesmos: certidões de nascimento, casamento ou óbito dos ascendentes, devidamente traduzidas, apostiladas e com comprovação de vínculo direto. Casos com inconsistências nos registros ainda poderão ser resolvidos com retificações judiciais, mas isso aumenta o tempo e o custo do processo.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

Confira!

Menino diz estilista costura vestido

Aos 4 anos, menino diz aos pais que é estilista e costura um vestido para a irmã; aos 7, apresenta uma coleção inteira e entra para o Guinness

04/10/2026
Conquistar territórios alexandre grande estudou

Antes de conquistar territórios, Alexandre, o Grande, estudou com Aristóteles; escavação revela salas e mosaicos do complexo ligado à educação do futuro conquistador

04/10/2026
Homem escravizado aprendeu escrever gravou

Homem escravizado aprendeu a escrever e gravou poemas nos vasos que produzia; quase dois séculos depois, descendentes recuperam duas de suas obras

04/10/2026
  • Contato

Diário do Comércio | Mix

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Diário do Comércio | Mix