Os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de junho começam no próximo dia 17 e seguem até 30 de junho, conforme o calendário escalonado definido pelo último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Além da divulgação das datas de depósito, uma nova regulamentação do programa passou a estabelecer mecanismos de integração entre a área da saúde e a assistência social para ampliar o acompanhamento das famílias beneficiárias.
Os repasses serão realizados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Assim como ocorre tradicionalmente, a ordem dos pagamentos seguirá o número final do NIS. Beneficiários que vivem em municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal poderão receber os valores independentemente do calendário escalonado.
A medida ocorre em paralelo à entrada em vigor de novas diretrizes publicadas pelo governo federal para fortalecer o monitoramento de saúde das famílias atendidas pelo programa.
O cronograma de junho contempla os dez últimos dias úteis do mês. Os depósitos serão realizados nas seguintes datas:
- NIS final 1: 17 de junho
- NIS final 2: 18 de junho
- NIS final 3: 19 de junho
- NIS final 4: 22 de junho
- NIS final 5: 23 de junho
- NIS final 6: 24 de junho
- NIS final 7: 25 de junho
- NIS final 8: 26 de junho
- NIS final 9: 29 de junho
- NIS final 0: 30 de junho
Os beneficiários podem consultar a data de pagamento por meio do número do NIS, que consta no cartão do programa e nos aplicativos oficiais do governo.
Integração com o SUS muda acompanhamento de beneficiários
Uma portaria assinada no fim de maio criou um fluxo permanente de compartilhamento de informações entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Ministério do Desenvolvimento Social.
O objetivo da nova regra é agilizar a identificação de gestantes que recebem o Bolsa Família, permitindo o pagamento mais rápido do Benefício Variável Gestante e ampliando o acesso aos serviços de saúde oferecidos pela rede pública.
A iniciativa busca fortalecer o acompanhamento pré-natal e melhorar o monitoramento das famílias atendidas pelo programa, especialmente nos casos em que há necessidade de atualização constante dos dados cadastrais.
Valores variam conforme composição familiar
O Bolsa Família mantém o valor mínimo de R$ 600 por família. O cálculo do benefício, porém, leva em consideração a composição de cada domicílio.
Além da parcela básica, o programa prevê adicionais de R$ 150 para cada criança de até seis anos de idade. Também são pagos acréscimos de R$ 50 para gestantes, jovens entre 7 e 17 anos e bebês de até sete meses.
O Benefício de Renda de Cidadania garante ainda R$ 142 por integrante da família, enquanto o Benefício Complementar assegura que nenhum domicílio receba menos de R$ 600 mensais.
Quem tem direito ao programa
O Bolsa Família é destinado às famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa e inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).
Para continuar recebendo o benefício, os participantes precisam cumprir exigências nas áreas de saúde e educação. Entre elas estão a matrícula e frequência escolar de crianças e adolescentes, acompanhamento pré-natal das gestantes, monitoramento da saúde infantil e manutenção da carteira de vacinação atualizada.




