De modo geral, todo mundo lembra mais ou menos como funciona o calendário escolar. As aulas começam por volta de fevereiro, temos as férias do meio do ano, normalmente em junho ou julho, e o período letivo continua até o comecinho de dezembro, quando entram de férias novamente. Mas uma proposta pode mudar bastante isso, estendendo consideravelmente o período de aulas.
E o motivo por trás disso? Uma greve que já vem desde o dia 27 de abril em Belo Horizonte. Os professores da rede municipal da capital mineira estão paralisados há mais de um mês, reivindicando pontos como reajuste salarial, melhoria nas condições de trabalho e contratação de mais professores concursados.
Calendário escolar pode ser “esticado” na capital mineira
De acordo com matéria do O Tempo, a prefeitura de Belo Horizonte tem ameaçado a reposição das aulas perdidas pelas turmas, o que poderia fazer o ano letivo se prolongar até o início de 2027. Essa medida busca cumprir o que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) estabelece: a obrigatoriedade de ao menos 200 dias letivos e 800 horas de aula por ano.
A equipe do jornal teve acesso a um documento da prefeitura enviado aos servidores, comunicando que não haveria reposição para os dias não trabalhados aos sábados. No Ensino Fundamental e no EJA, essa reposição ficaria restrita aos dias úteis e ao recesso escolar de julho e outubro. Além disso, professores que tenham aderido à greve terão os dias de paralisação descontados da sua folha de ponto de abril. “As férias coletivas dos professores, previstas para o período de 28 a 31 de julho de 2026, serão adiadas para 28 a 31 de dezembro de 2026”, informou o executivo municipal.



