Tendemos a pensar em “envelhecer” como uma progressão linear, mas cientistas apontam que, por incrível que pareça, o nosso corpo não envelhece todo no mesmo ritmo. Recentemente, cientistas publicaram um estudo sobre as diferentes taxas de envelhecimento do corpo humano. O artigo foi publicado na revista Nature Aging e feito por pesquisadores do Sanford Burnham Prebys Medical Discovery Institute em parceria com o Instituto Nacional de Saúde, ambos dos Estados Unidos.
De acordo com o Medical Press, os cientistas usaram um modelo computacional para analisar as taxas de envelhecimento de 40 tipos de tecido humano e identificaram três padrões principais de envelhecimento. A equipe usou dados do Genotype-Tissue Expression Project, uma iniciativa do Fundo Comum dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH). Nesse banco de dados, eles encontraram mais de 25 mil imagens digitalizadas de biópsias de 40 tipos de tecido de quase mil pessoas, a partir das quais desenvolveram um modelo de visão computacional chamado Taxa de Envelhecimento Estrutural Baseada em Patologia (PathStAR).
Os tecidos do corpo envelhecem em ritmos diferentes, aponta estudo
Entre os tecidos analisados, o sistema vascular é um dos apresentam envelhecimento estrutural precoce, com esses tecidos tendo envelhecimento acelerado dos 30 aos 39 anos. Já os tecidos de envelhecimento tardio incluíram o útero e a vagina, que envelhecem mais rapidamente a partir dos 50 aos 55 anos.
Sanju Sinha, Ph.D., professor assistente do Programa de Metabolismo e Microambiente do Câncer no Sanford Burnham Prebys, explica que mais da metade dos tecidos acompanhou o envelhecimento estrutural dos ovários. Por isso, eles consideraram esses órgãos como um “marca-passo” do envelhecimento do organismo. “Ao desenvolvermos terapias para proteger o sistema reprodutivo durante o envelhecimento, vislumbramos o potencial de proteger diversos outros órgãos e aumentar a expectativa de vida saudável em geral”, explicou o professor, segundo o Medical Press.











