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Objeto do tamanho do Sistema Solar parece uma estrela, mas brilha 100 bilhões de vezes mais e obriga cientistas a criar outro nome

Por Alan da Silva
28/08/2026
Em Geral
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Foto ilustrativa: Lucas Pezeta/Pexels

Foto ilustrativa: Lucas Pezeta/Pexels

Uma descoberta inesperada feita por uma equipe internacional de astrônomos pode obrigar a comunidade científica a reescrever parte do que se conhece sobre os primeiros capítulos do universo. Utilizando o Telescópio Espacial James Webb, os pesquisadores identificaram um ponto vermelho de brilho avassalador em uma região do espaço que existia apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang.

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O ponto em questão é pequeno em termos astronômicos, com dimensões comparáveis ao sistema solar, mas sua produção de energia é colosal: 100 bilhões de vezes maior do que qualquer estrela conhecida poderia gerar. Esse tipo de potência é mais comum em buracos negros, o que levou os cientistas a propor a existência de uma nova categoria de corpos celestes, batizada provisoriamente de estrela buraco negro.

A hipótese central é que o objeto consista em um buraco negro com cerca de 100 mil massas solares, envolvido por uma camada extremamente densa de gás hidrogênio que se comporta como uma atmosfera estelar gigantesca.

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Assinatura espectral do objeto

O que torna a descoberta ainda mais intrigante é a assinatura espectral do objeto. Ele apresenta um fenômeno conhecido como quebra de Balmer, uma marca típica de estrelas velhas com atmosferas densas. No entanto, a profundidade dessa quebra no ponto vermelho é a maior já registrada em qualquer objeto astronômico, descartando a possibilidade de que se trate de uma estrela convencional.

Além disso, a luz emitida contém quase exclusivamente hidrogênio e hélio, sem qualquer traço significativo de elementos mais pesados, o que reforça sua natureza primitiva e incomum.

A equipe responsável pela descoberta, que publicou seus resultados na revista Nature, não estava originalmente à procura desse tipo de objeto. O levantamento Miragem ou Milagre tinha como foco a identificação de galáxias formadas nos primórdios do universo. No entanto, o ponto vermelho se destacou entre as imagens coletadas pelo JWST, chamando a atenção por sua cor intensa e luminosidade extrema.

Simulações computacionais

Simulações computacionais realizadas pelos pesquisadores indicaram que a combinação de um buraco negro ativo com um casulo de hidrogênio ultradenso seria capaz de reproduzir todas as características observadas.

Os cientistas chamaram o objeto de MoM-BH*-1 e acreditam que ele pode ser o primeiro representante de uma classe inteira de fenômenos que ajudaria a explicar os chamados pequenos pontos vermelhos, abundantes em imagens do universo distante, mas que desaparecem completamente no universo atual. 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Alan da Silva

Alan da Silva

Jornalista e revisor.

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