A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta internacional após a confirmação de um surto de hantavírus a bordo de um navio de cruzeiro que permanece sob investigação sanitária. O caso, que envolve mortes e infectados em uma embarcação com quase 150 pessoas, trouxe atenção global, incluindo o Brasil, embora a própria entidade classifique o risco de disseminação como baixo.
O episódio foi reportado à OMS no início de maio de 2026 e envolve um surto identificado no navio MV Hondius, que registrou casos graves de doença respiratória durante a viagem. Até o momento, foram confirmados e suspeitos ao menos oito casos, com três mortes, um paciente em estado crítico e outros com sintomas leves.
Segundo a OMS, os sintomas apresentados incluem febre, problemas gastrointestinais e rápida evolução para pneumonia e insuficiência respiratória aguda. A investigação aponta que a infecção pode ter sido causada pelo Hantavírus, geralmente associado ao contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.
A embarcação segue sob monitoramento, com passageiros em quarentena e evacuações médicas sendo realizadas em casos mais graves. Autoridades de saúde internacionais também atuam no isolamento de casos e na realização de exames laboratoriais.
O navio permanece ancorado próximo a Cabo Verde, na costa oeste da África, enquanto aguarda autorização para desembarque total dos passageiros.

Possível transmissão entre pessoas é investigada
Embora o hantavírus seja tradicionalmente transmitido por roedores, a OMS investiga a possibilidade de transmissão rara entre humanos neste surto específico. Segundo especialistas da organização, há indícios de que casos possam ter ocorrido entre pessoas com contato próximo, como casais e passageiros que compartilharam cabines.
Apesar disso, a entidade reforça que esse tipo de transmissão é extremamente incomum e está associado a uma variante específica do vírus, conhecida como cepa Andes, registrada originalmente na América do Sul.
Mesmo com a investigação em andamento, a OMS mantém avaliação de risco global como baixo e afirma que segue monitorando a evolução do caso.
Impacto global e atenção também ao Brasil
O alerta tem alcance internacional e inclui o Brasil, já que a doença pode ter relevância epidemiológica em diferentes regiões, especialmente em casos de deslocamento internacional e contato com ambientes contaminados.
A organização reforça que, apesar da gravidade clínica do hantavírus, a transmissão entre humanos é rara e depende de contato muito próximo com fluidos corporais infectados.
O hantavírus pode causar complicações respiratórias severas, além de febres hemorrágicas em casos mais graves. Não há tratamento específico ou vacina disponível, sendo o atendimento baseado em suporte clínico intensivo, como oxigenação e estabilização cardiovascular.




