O Brasil segue entre os países que mais preocupam especialistas quando o assunto é saúde mental. Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado inicialmente em 2019, apontou o país como o líder mundial em número de pessoas com transtornos de ansiedade.
O dado trouxe um alerta entre profissionais da saúde, pesquisadores e gestores públicos, ampliando o debate sobre os impactos emocionais enfrentados pela população brasileira nos últimos anos.
Segundo a entidade, os transtornos de ansiedade se tornaram um dos principais desafios globais ligados à saúde mental, afetando diretamente a qualidade de vida, as relações sociais e a produtividade econômica.
De acordo com o Relatório Mundial sobre Saúde Mental da OMS, uma em cada oito pessoas convive atualmente com algum transtorno mental no planeta.
Ansiedade e depressão aparecem como os diagnósticos mais frequentes, representando cerca de 60% dos casos registrados mundialmente.
O estudo aponta ainda diferenças entre faixas etárias. Enquanto os jovens tendem a apresentar maior incidência de transtornos de ansiedade, a população mais velha convive com índices mais elevados de depressão.
Além do sofrimento emocional, a OMS alerta para consequências econômicas e sociais do adoecimento mental, incluindo aumento dos gastos públicos em saúde, afastamentos do trabalho e perda de produtividade.
O suicídio também aparece como uma das maiores preocupações globais. Segundo a organização, mais de uma em cada 100 mortes registradas no mundo está relacionada ao problema.
Especialistas apontam múltiplas causas
Pesquisadores destacam que o avanço dos transtornos mentais no Brasil está associado a diferentes fatores sociais, econômicos e culturais.
Entre os principais pontos citados estão insegurança financeira, pressão profissional, dificuldades emocionais, exposição constante ao estresse e mudanças aceleradas no estilo de vida.
Especialistas afirmam ainda que o adoecimento mental costuma surgir a partir da combinação de diferentes fatores, incluindo predisposição genética, desequilíbrios neuroquímicos, traumas e uso abusivo de álcool ou drogas.
A saúde mental, segundo a OMS, não se limita apenas à ausência de doenças, mas envolve a capacidade de lidar com emoções, manter relações sociais saudáveis, enfrentar adversidades e preservar o bem-estar ao longo da vida.
Sinais de alerta exigem atenção
Médicos alertam que alguns comportamentos podem indicar a necessidade de procurar ajuda profissional.
Entre os sinais mais comuns estão estresse constante, angústia frequente, isolamento social, irritabilidade, desânimo, falta de motivação, cansaço excessivo e dificuldades para realizar tarefas cotidianas.
Ausências recorrentes no trabalho, aparência descuidada e aumento do consumo de bebidas alcoólicas também podem servir como indícios de sofrimento emocional.
Especialistas recomendam que familiares e amigos procurem agir de forma acolhedora diante desses sintomas, incentivando a busca por atendimento psicológico ou psiquiátrico quando necessário.



