A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais está prestes a impactar significativamente o setor de transporte no Brasil. Segundo um estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), a mudança, aguardada para 2026, pode resultar em custos adicionais de até R$ 11,88 bilhões.
O foco recai principalmente nas mudanças operacionais necessárias, já que muitos trabalhadores do setor operam no limite da jornada atual.
As reformas previstas exigem ajustes na remuneração. Um aumento de 10% no custo da hora trabalhada é esperado, sem ajustes salariais proporcionais, causando um acréscimo de 8,6% nos gastos com pessoal. Este impacto representa um desafio maior em um setor que demanda alta mão de obra.
Desafios na contratação de pessoal
Para manter o atual nível de operação, o setor precisará contratar cerca de 240 mil novos trabalhadores. No entanto, as empresas já enfrentam dificuldades para preencher posições, especialmente para motoristas.
Segundo a CNT, 65% das empresas relatam problemas na contratação, destacando a escassez de mão de obra qualificada.
Pequenas empresas
As pequenas empresas, que representam a maioria do setor, enfrentam riscos adicionais. Com até nove empregados, essas empresas já destinam quase metade de seu valor bruto aos salários.
O aumento nos custos pode resultar em aumento de tarifas para os consumidores ou na retração das operações, além de elevar a ameaça de informalidade, apesar de 92% dos trabalhadores do setor serem formalizados.
Em comparação com economias desenvolvidas, a produtividade dos trabalhadores brasileiros é um desafio substancial. Esta discrepância dificulta a adaptação ao novo modelo de jornada sem sacrificar a eficiência operacional.




