A Petrobras iniciou uma nova frente de expansão internacional e poderá deslocar parte de sua equipe para fora do território brasileiro para trabalhar em projetos de exploração de petróleo em Gana, na costa oeste da África. A estatal informou nesta sexta-feira (21) que foi habilitada pelo governo ganês para negociar contratos relacionados a quatro blocos offshore na Bacia de Keta, que ainda estão em fase exploratória.
A autorização representa um avanço nas negociações e permite que a companhia passe a discutir diretamente com as autoridades de Gana os termos dos futuros contratos. Neste momento, porém, ainda não se trata de uma operação de produção de petróleo. A Petrobras terá de concluir as etapas de negociação, exploração e avaliação dos blocos antes de qualquer eventual início de produção.
A movimentação também significa uma ampliação da presença internacional da empresa. Para colocar os projetos em prática, profissionais da Petrobras poderão ser deslocados temporariamente ou de forma permanente para Gana, conforme as necessidades da operação, enquanto a companhia mantém suas atividades e equipes no Brasil.

Petrobras amplia presença no continente africano
A Bacia de Keta está localizada em uma região offshore de Gana e integra uma nova fronteira exploratória para a Petrobras. A estatal busca ampliar seu portfólio de ativos diante da necessidade de encontrar novas reservas de petróleo e gás para sustentar a produção nos próximos anos.
A África ocupa posição importante nessa estratégia. Atualmente, a Petrobras já possui atividades na Namíbia, em São Tomé e Príncipe e na África do Sul. A companhia também mantém operações ou investimentos em outros mercados internacionais, como Argentina, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos.
A entrada em Gana, portanto, não representa uma saída da Petrobras do Brasil. O movimento consiste na expansão das operações para outro país, com a possibilidade de profissionais brasileiros participarem diretamente da implantação e do desenvolvimento dos novos projetos em território africano.
A estatal informou que a habilitação concedida pelo Ministério de Energia e Transição Verde de Gana permite avançar para a negociação dos contratos referentes aos quatro blocos. Somente após essa etapa será possível definir com maior precisão o cronograma de exploração e os recursos necessários.
Expansão ocorre ao mesmo tempo que Petrobras investe no Brasil
Enquanto amplia a atuação internacional, a Petrobras continua direcionando investimentos para novas áreas de exploração no território brasileiro. Um dos principais focos atuais é a Margem Equatorial, região considerada estratégica pela companhia por seu potencial de reservas de petróleo.
Nesta semana, a empresa divulgou os primeiros resultados da perfuração do poço Morpho, localizado no bloco BM-FZA-59, no litoral do Amapá. A área está a aproximadamente 175 quilômetros de Oiapoque e cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas.
As atividades ainda estão em andamento. A Petrobras realiza novas perfurações e análises para determinar o tamanho e o potencial do reservatório, além de avaliar a qualidade do petróleo encontrado.
A Margem Equatorial ganhou importância dentro dos planos de longo prazo da companhia porque a Petrobras prevê uma redução da produção do pré-sal a partir da próxima década caso novas reservas não sejam incorporadas ao portfólio.











