No coração de Brasília, uma estrutura metálica se tornou referência mundial de beleza e engenharia. A Ponte Juscelino Kubitschek, que cruza o Lago Paranoá, foi apontada em 2003 como a mais bonita do planeta por uma sociedade técnica dos Estados Unidos.
O desenho curvo de seus arcos, que lembra o trajeto de uma pedra quicando na água, esconde um feito monumental da física e da construção civil.

Para manter os arcos em pé, os projetistas recorreram a métodos dinamarqueses de cálculo estrutural, algo incomum na época. Cada curva precisou suportar esforços de até 3.500 toneladas, número que fez a equipe repensar conceitos tradicionais de distribuição de peso. A solução veio com tecnologias desenvolvidas sob medida para a obra, que até hoje intrigam engenheiros de todo o mundo.
As fundações da ponte descem 65 metros abaixo da superfície, o que ajudou a explicar o custo final de 160 milhões de reais, registrado quando a obra foi concluída, em dezembro de 2002. Além do prêmio americano, a construção acumulou outras distinções: em 2004 veio a Medalha Gustav Lindenthal, e no ano anterior já havia vencido o prêmio da indústria metalúrgica brasileira.
Ponte JK atualmente
Hoje, a ponte é muito mais que um corredor viário. Ela se transformou no principal atrativo turístico do Distrito Federal, superando em número de fotografias qualquer outro ponto da capital.
A silhueta contra o céu do Planalto Central atrai visitantes todos os dias, especialmente no fim da tarde, quando a luz destaca as formas arrojadas da estrutura.
Ao longo de seus 1.200 metros, há detalhes que poucos percebem: as estacas inclinadas, a iluminação cênica e os vãos que parecem flutuar sobre a água.












