Depois de um fim de julho marcado por temperaturas elevadas em diversas regiões do Sul do Brasil, os meteorologistas projetam uma mudança significativa no tempo durante a primeira quinzena de agosto. A passagem de uma frente fria abrirá caminho para uma nova massa de ar polar que poderá provocar as menores temperaturas registradas no país em 2026 até o momento, especialmente entre os dias 7 e 8 de agosto.
Antes da queda acentuada dos termômetros, a previsão aponta para um período de chuvas intensas em parte do Sul e do Centro-Oeste, elevando o risco de transtornos em áreas que já enfrentam altos volumes de precipitação.
Os modelos meteorológicos indicam que, ao longo da primeira semana de agosto, diversos sistemas atmosféricos atuarão simultaneamente sobre o Sul do Brasil, incluindo uma frente fria que favorecerá chuva persistente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Em algumas localidades gaúchas, os acumulados poderão ultrapassar 100 milímetros até o dia 8 de agosto. A sequência de precipitações preocupa porque ocorre em um momento em que diversos rios já apresentam níveis elevados.
Mesmo com a redução gradual da intensidade das chuvas após a passagem da frente fria, especialistas alertam que o risco hidrológico continuará elevado, com possibilidade de manutenção ou agravamento de cheias, alagamentos e enxurradas.
No Rio Grande do Sul, a chegada da frente fria também será acompanhada por rajadas de vento entre 60 e 80 km/h, descargas elétricas e possibilidade localizada de queda de granizo.

Massa de ar polar derrubará temperaturas
Com o afastamento da frente fria, uma nova massa de ar polar deverá avançar pelo país entre os dias 7 e 8 de agosto, provocando queda expressiva nas temperaturas, principalmente durante as madrugadas e primeiras horas da manhã.
A previsão indica mínimas inferiores a 10°C em diversas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com marcas muito próximas de 0°C em áreas serranas.
Até o momento, os modelos meteorológicos não apontam temperaturas negativas, mas existe possibilidade de formação de geadas, especialmente na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense, durante o segundo fim de semana de agosto.
Caso as projeções se confirmem, esse poderá ser o período mais frio registrado no Brasil em 2026.
El Niño deve influenciar o restante do inverno
As projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que o El Niño tende a ganhar força entre agosto e setembro.
No Sul do Brasil, o fenômeno costuma favorecer temperaturas acima da média e aumentar a frequência de episódios de chuva, além de reduzir a intensidade e a frequência das incursões de massas de ar polar.












