Cuecas e calcinhas enterradas? Parece começo de simpatia (e também é), mas estamos falando de um experimento científico realizado por pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça. Eles enterraram roupas íntimas para avaliar a qualidade do solo e demonstrar de forma bem prática como solos saudáveis e solos empobrecidos se comportam. E como eles avaliavam isso? Dependendo o estado de decomposição das peças um tempo depois.
Peças foram enterradas e retiradas dois meses depois
O experimento aconteceu lá em 2021. Os pesquisadores enterraram mais de duas mil calcinhas e cuecas de algodão, além de 12 mil sacos de chá, desenterraram os itens dois meses depois e leveram as peças para o laboratório. Peças que se degradaram pouco estavam em solos com escassez de nutrientes e baixa atividade biológica. Roupas mais decompostas estavam em solos mais ricos, já que o estado de decomposição indica a presença de organismos que degradam o algodão.
Segundo o Metrópoles, os especialistas apontaram que os solos com menor qualidade eram de terras agrícolas, gramadas e pastagens, devido ao impacto do manejo da terra. Os solos de maior qualidade foram jardins particulares, com a presença de minhocas, fungos e outros organismos ativos.
“Ok, mas por que tinham que ser cuecas e calcinhas?”
Talvez você tenha lido o texto e ainda ficado pensando porque tinham que ser especificamente roupas íntimas… e a verdade é que não tinha que ser. Outros experimentos parecidos usaram simples tiras de algodão. A escolha por usar calcinhas e cuecas foi só uma forma de atrair mais a atenção do público, contribuindo para a divulgação da ciência.











