Mesmo você tendo passado pelo jardim de infância há muito tempo, você provavelmente se lembra de aprender sobre a importância das “palavrinhas mágicas”: “Por favor”, “Com licença” e, é claro, “Obrigado”. E é sobre essa última que nós vamos falar. Obviamente, agradecer é um gesto básico do nosso convívio social e considerado um sinal óbvio de educação. Mas e quando o “obrigado” se torna quase um reflexo ao invés de um ato pensado?
A psicóloga clínica Daniela Pereira aponta que, quando o “obrigado” se torna frequente e automático, muitas vezes ele é usado em lugares inadequados. Sabe quando alguém tromba em você na rua e é você quem pede desculpas? É uma lógica parecida.
E aquele pessoa que diz “obrigado” o tempo todo?
À CNN Brasil, a psicóloga explica que não é possível associar (pelo menos não de forma automática) o hábito de agradecer constantemente a algum problema. Mas pode ser sim relevante analisar por que você sente tanta necessidade de dizer obrigado o tempo todo. Ela pontua que é importante diferenciar gratidão espontânea de um agradecimento compulsivo. Qual a intenção emocional por trás desse obrigado?
Ela explica que uma forma simples de identificar qual das opções é: você fazer para si mesmo a pergunta: “O que eu sentiria se não dissesse ‘obrigado’ agora?”. Se a resposta é que você está com medo de ser julgado ou rejeitado, aí é bem provável que o seu agradecimento esteja menos ligado a uma gratidão e mais a uma forma de “autoproteção”. Daniela afirma que o excesso de agradecimentos pode estar ligado a quadros de ansiedade ou de autoestima fragilizada, condições que fazem a pessoa sentir aquela constante necessidade de se sentir aceitar.











