Um novo piso salarial de R$ 1.921,72 entrou em vigor no Brasil desde o mês de março, após acordo firmado em convenção coletiva. Apesar de gerar repercussão, o valor não corresponde ao salário mínimo nacional, mas sim ao piso específico para trabalhadores de postos de combustíveis no estado de Mato Grosso do Sul.
O reajuste foi definido após negociação conduzida pelo Sinpospetro-MS e representa aumento de 7% sobre os salários da categoria.
Com a atualização, o piso base passou de R$ 1.796,00 para R$ 1.921,72. Somado ao adicional de periculosidade de 30%, obrigatório para a função, o rendimento total chega a R$ 2.498,24.
Para trabalhadores que recebem acima do piso, o reajuste será negociado individualmente, com garantia de aumento mínimo de 7%. A convenção também estabeleceu melhorias em benefícios, como o aumento no valor do vale-alimentação, que passa a ser de no mínimo R$ 330 mensais.
Além disso, os profissionais terão direito a um prêmio de R$ 110, pago em abril de 2026, destinado a empregados com contrato ativo até o fim de 2025. O valor tem caráter indenizatório e não integra o salário.
Convenção amplia direitos trabalhistas
A negociação também trouxe avanços sociais para a categoria. Entre eles, está o adicional de 10% nas férias para trabalhadores com mais de quatro anos na mesma empresa e a gratificação por aposentadoria, que pode chegar a três salários para quem tem vínculo superior a oito anos.
Outro ponto incluído é a obrigatoriedade de seguro de vida em grupo, com cobertura mínima de R$ 25 mil em casos de morte ou invalidez.
Diferença para o salário mínimo nacional
Apesar do novo piso, o salário mínimo nacional vigente no Brasil continua em R$ 1.621. O valor é definido pelo governo federal e segue regras próprias de reajuste, que levam em conta a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
A previsão oficial indica que o mínimo nacional poderá chegar a R$ 1.717 em 2027, seguindo a política de valorização adotada pelo governo.




