A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tomou uma decisão recentemente que pode impactar o funcionamento de empresas como a Starlink, da SpaceX, aqui no país. A agência aprovou a destinação de faixas de radiofrequência para a comunicação direta entre satélites e smartphones, a internet via satélite, o que cria bases para implementar a tecnologia conhecida como Direct-to-Devida D2D), de acordo com a revista Exame. Com essa decisão, empresas como a Starlink vão poder oferecer conexão via satélite para celulares compatíveis, sem necessidade de antenas externas.
Mas vale destacar que não é porque a empresa pode fazer isso que esse tipo de conexão já vai chegar aos consumidores. A autorização estabelece um marco regulatório importante, mas não define as regras técnicas, a homologação de equipamentos e a parceria entre empresas de internet via satélite e operadoras de telefonia móvel, pontos necessários para a oferta comercial desse tipo de produto.
A Anatel autorizou o uso das seguintes frequências:
- 700 MHz;
- 850 MHz;
- 900 MHz;
- 1.800 MHz;
- 1.900/2.100 MHz;
- 2.500 MHz.
O que muda com a Starlink no celular?
Por enquanto, quem usa a internet da Starlink precisa de uma antena instalada para acessar internet via satélite. Já com a tecnologia D2D, o próprio smartphone consegue estabelecer comunicação direta com satélites em órbita baixa quando estiver fora da área de cobertura das redes móveis tradicionais. Com isso, será possível se conectar em locais onde originalmente não existiam torres de telefonia ou onde o sinal é insuficiente, beneficiando regiões como áreas rurais, áreas de mata, comunidades isoladas, etc.








