Uma promoção da Coca-Cola ligada ao álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 tem provocado transtornos em supermercados de diversas regiões do país. A ação, que distribui figurinhas especiais escondidas nos rótulos de algumas embalagens, levou consumidores a danificarem produtos nas prateleiras para retirar os cromos, obrigando estabelecimentos a recolher as unidades afetadas.
Diante do aumento dos casos, redes varejistas passaram a retirar das áreas de venda as garrafas que tiveram os rótulos violados, já que esses produtos não podem mais ser comercializados. A fabricante informou que assumiu a substituição das unidades danificadas para evitar prejuízos aos lojistas.
A campanha promocional começou em 15 de abril e segue até 15 de junho. Durante o período, a Coca-Cola passou a distribuir 14 modelos diferentes de figurinhas especiais do álbum da Copa do Mundo da FIFA, posicionadas sob os rótulos plásticos de embalagens da Coca-Cola Original e Coca-Cola Zero nos formatos de 600 ml e 2,5 litros.
O interesse dos colecionadores pelas figurinhas acabou gerando um problema inesperado. Em diversas lojas, consumidores passaram a retirar ou rasgar os rótulos diretamente nas gôndolas para verificar se a embalagem continha uma das figurinhas promocionais.
Como consequência, os produtos ficam inutilizados para venda e precisam ser retirados das prateleiras.

Coca-Cola assume troca dos produtos
Segundo representantes do setor varejista ouvidos pelo jornal Valor Econômico, a Coca-Cola firmou acordos com supermercados para recolher e substituir as mercadorias danificadas.
Em nota, a empresa confirmou que está orientando os estabelecimentos sobre os procedimentos de troca.
“Nos casos em que forem identificadas embalagens danificadas ou sem rótulo, os estabelecimentos podem acionar os times comerciais responsáveis pelo seu atendimento para adoção dos procedimentos cabíveis, incluindo o recolhimento e a substituição dos produtos afetados”, informou a fabricante.
Executivos do setor explicam que, normalmente, produtos avariados geram custos para o varejo. Neste caso, porém, a responsabilidade passou a ser assumida pela fabricante por se tratar de uma consequência direta da ação promocional.
Redes adotam medidas para conter prejuízos
Além da substituição das mercadorias, supermercados vêm adotando estratégias para tentar reduzir as perdas.
Algumas redes interromperam temporariamente o envio das garrafas promocionais para lojas de autosserviço, especialmente aquelas instaladas em condomínios residenciais, onde os casos de violação têm sido mais frequentes.
Outros estabelecimentos passaram a utilizar fitas adesivas sobre os rótulos ou instalar avisos próximos às prateleiras alertando sobre a existência de câmeras de monitoramento e informando que a retirada dos rótulos caracteriza dano ao produto.


