A temporada de furacões no Oceano Atlântico de 2026 já começou oficialmente e, apesar da expectativa de menor atividade em relação aos últimos anos, os especialistas alertam que ainda há risco de tempestades extremamente intensas. A previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica que entre um e três furacões podem alcançar as categorias 3, 4 ou 5 da escala Saffir-Simpson, com ventos sustentados superiores a 178 km/h.
A temporada se estende de 1º de junho a 30 de novembro. Segundo a NOAA, há 55% de probabilidade de que o período registre atividade abaixo da média histórica, cenário atribuído principalmente ao fortalecimento do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico.
De acordo com a previsão, entre oito e 14 tempestades nomeadas poderão se formar no Atlântico, das quais de três a seis têm potencial para se transformar em furacões. Desse total, entre um e três podem atingir grande intensidade.
El Niño reduz a atividade no Atlântico, mas não elimina os riscos
O principal fator considerado pelos meteorologistas é o desenvolvimento de um forte episódio de El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial.
Esse fenômeno altera a circulação atmosférica global e aumenta o chamado cisalhamento vertical do vento sobre o Atlântico, condição que dificulta a organização e o fortalecimento das tempestades tropicais.
Segundo a NOAA, existe 82% de probabilidade de o El Niño se estabelecer entre maio e julho de 2026 e 96% de chance de permanecer ativo durante o inverno do Hemisfério Norte, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
Apesar disso, os especialistas ressaltam que uma temporada menos movimentada não significa ausência de eventos severos. Um único furacão intenso que atinja áreas povoadas pode provocar grandes prejuízos humanos e materiais.
Previsão é probabilística e não indica onde ocorrerão os furacões
A NOAA ressalta que a previsão sazonal não identifica antecipadamente quais regiões serão atingidas nem quando os ciclones poderão se formar. O estudo representa uma estimativa estatística da atividade esperada para toda a temporada, baseada em modelos climáticos, dados de satélite e análises de temporadas anteriores.
Além das projeções para os furacões, pesquisadores também acompanham como o El Niño pode influenciar outros eventos climáticos extremos ao redor do mundo, como ondas de calor, secas, enchentes, rios atmosféricos e tornados.




