No final de julho, uma tigresa chamada Umit, que significa esperança em cazaque, foi solta em uma reserva natural às margens do Lago Balkhash, no Cazaquistão. Foi a concretização de um planejamento de mais de uma década para reintroduzir o tigre-do-cáspio na região. Segundo o The Guardian, com isso, o país da Ásia Central se tornou o primeiro a restaurar o habitat da espécie, que havia sido considerada extinta em 2003.
“Hoje, testemunhamos um evento verdadeiramente histórico”, declarou Yerlan Nysanbayev, ministro do Meio Ambiente do Cazaquistão, segundo o jornal britânico. “Há muito trabalho pela frente no monitoramento dos tigres e na formação de uma população estável, mas hoje demos o primeiro e importantíssimo passo.”
A Umit é uma tigresa selvagem trazida do extremo oriente russo. Um espécime macho também veio do país, mas as autoridades ainda estão monitorando o animal, que só pode ser solto na natureza se ele puder sobreviver sozinho. Também estão sendo criados em reserva dois filhotes de tigre.
Como espécie de tigre considerada extinta “voltou”?
Muito visados por causa de suas peles, os tigres-do-cáspio foram caçados por décadas e considerados extintos na década de 1970. Porém, em 2009, uma análise de DNA descobriu que essa espécie era quase idêntica aos tigres-de-amur, encontrados no leste da Sibéria. Por causa dessa semelhança genética, as espécies passaram a ser vistas como praticamente a mesma.
No início do século passado, a população de tigres selvagens era de aproximadamente 100 mil. Atualmente, esse número é de cerca de 5,5 mil.











