Uma audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (10), discute a implantação de um passe livre destinado a estudantes universitários da cidade.
O evento ocorre em um contexto de alta consecutiva das tarifas de ônibus na capital. O valor da passagem subiu de 4,50 reais, em 2023, para 6,25 reais em 2026. Levantamentos indicam que os reajustes dos dois últimos anos superaram a inflação: 9,5% em 2025 e 8,7% neste ano.
A reunião foi convocada pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo da Câmara e acontece no Plenário Helvécio Arantes. A iniciativa partiu do vereador Edmar Branco, do PCdoB.
O objetivo central é construir uma política pública permanente de transporte estudantil para jovens do ensino superior. De acordo com o documento que motivou a audiência, o custo do deslocamento coletivo tornou-se uma barreira real para universitários, especialmente aqueles residentes em regiões periféricas, vilas e favelas de Belo Horizonte.
Argumento de defesa
O parlamentar argumenta que o direito à educação não se encerra com a matrícula ou o ingresso na faculdade. Para ele, a permanência do aluno até a conclusão do curso depende de condições básicas de deslocamento.
Muitos estudantes precisam combinar longas viagens diárias entre a residência, o trabalho e a universidade, arcando sozinhos com despesas altas de transporte. Essa situação, segundo a justificativa do evento, contribui para o abandono dos estudos, atrasos acadêmicos e dificuldades gerais de permanência.
A proposta em discussão prevê que o passe livre universitário seja tratado como uma ferramenta de inclusão social e de redução de desigualdades. A ideia é que alunos de baixa renda tenham mais condições de frequentar universidades, centros universitários e instituições técnicas.



