De acordo com um estudo do Serasa de 2023, cerca de 71% dos consumidores brasileiros costumam parcelar suas compras. O parcelamento é uma prática mais do que consolidada no comportamento de consumo do nosso país, mas ainda ficava muito limitada ao cartão de crédito. Foi pensando nisso que, em 2021, o brasileiro Henrique Weaver e o australiano Michael Greer uniram forças para fundar Pagaleve, um startup para oferecer a opção de pagamento parcelado via Pix.
Ps: o Banco Central chegou a anunciar planos de lançar uma modalidade oficial chamada Pix Parcelado, mas, em dezembro do ano passado, decidiu abandonar o projeto. Inclusive, é proibido que bancos e instituições usem o termo em seus produtos.
De acordo com o site oficial da Pagaleve, ela oferece pagamento parcelado via Pix em quatro vezes quinzenais sem juros e em até 12x mensais com juros. Em entrevista do ano passado à revista Forbes, Henrique explicou que a dependência do cartão para poder parcelar compras excluía muita gente, como “pessoas de baixa renda, com limite comprometido ou da Geração Z, que não querem se amarrar ao sistema tradicional de crédito.” Segundo uma pesquisa da Quaest do ano passado, cerca de 60% da população de baixa renda do país não tem cartão de crédito.
Pagaleve virou um negócio com receita de mais de R$ 500 milhões
Uma matéria da revista Exame aponta que a fintech cresceu impressionantes 400% no ano passado, chegando a uma receita anualizada de US$ 100 milhões, cerca de R$ 520 milhões. E o plano é dobrar esse número nos próximos meses, continuando a apostar no comércio eletrônico, mas também investindo no mercado das lojas físicas.











