Belo Horizonte pode ter lei para fornecimento de água em eventos públicos e privados

O texto, de autoria de Wagner Ferreira (PDT), foi aprovado na Comissão de Legislação e Justiça, mas ainda vai passar por outras três comissões antes da primeira votação em Plenário
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Belo Horizonte pode ter lei para fornecimento de água em eventos públicos e privados
Crédito BS Fotografias

Começou a tramitar na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) um projeto que prevê a obrigatoriedade de fornecimento de água potável em eventos públicos e privados na cidade.

A medida já recebeu parecer pela constitucionalidade, legalidade e regimentalidade da Comissão de Legislação e Justiça e prevê ainda que os organizadores promovam o conforto térmico do público, adequando a estrutura do evento às condições meteorológicas, como temperatura, umidade, radiação solar e vento.

O texto, de autoria de Wagner Ferreira (PDT), ainda vai passar por outras três comissões antes da primeira votação em Plenário. Na prática, o PL 804/2023 propõe a alteração da Lei 9.063/2005, que regula procedimentos e exigências para a realização de eventos na capital mineira, acrescentando artigos que determinam que os promotores de eventos disponibilizem bebedouros ou realizem a distribuição de embalagens com água adequada para consumo, mediante a instalação de “ilhas de hidratação” de fácil acesso a todos os presentes.

A norma também inclui estádios, campos de futebol, equipamentos públicos e eventos esportivos e veda a proibição da entrada de pessoa no local do evento portando água para hidratação pessoal.

O texto ainda prevê que os organizadores adotem medidas para promover o conforto térmico do público adequadas às condições meteorológicas previstas, como temperatura, umidade, radiação solar e vento. De acordo com a norma, as medidas não terão custos adicionais ao consumidor, sob pena de multa nos termos de regulamento.

Ferreira explicou que o projeto surgiu a partir de notícias recentes do falecimento de uma pessoa em show internacional do Rio de Janeiro por falta de hidratação.

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Com o parecer favorável da CLJ, o texto segue para as Comissões de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor, de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana, e de Saúde e Saneamento, e só então poderá ser votado pelo Plenário, em 1º turno. Para ser aprovada, a matéria precisa de votos favoráveis da maioria dos membros da Câmara (21 vereadores).

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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