Carnaval 2024: hotéis de BH devem ter ocupação recorde e faturar R$ 13 milhões

Capital mineira é a terceira favorita dos turistas para o Carnaval; expectativa é que venham 300 mil visitantes, 20% a mais que em 2023

6 de fevereiro de 2024 às 11h44
Atualizada em 6 de fevereiro de 2024 às 14h59

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Estimativa é de que 300 mil turistas passem pela cidade no Carnaval | Crédito: Adobe Stock

Os turistas que vêm curtir o Carnaval de Belo Horizonte devem render um faturamento de R$ 13 milhões ao setor de hotelaria neste ano, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG). O valor é 21% maior que o apurado no Carnaval do ano passado.

A cidade conta com 24 mil leitos em 220 empreendimentos, e a maior parte deles será ocupada pelos foliões.

Isso porque a Capital mineira se tornou a queridinha dos turistas de todo o Brasil: a expectativa é que venham cerca de 300 mil visitantes, número 20% maior que os 250 mil de 2023. Pelo segundo ano consecutivo, Belo Horizonte aparece no ranking nacional, entre as três Capitais mais procuradas do País para a folia, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

O Carnaval de BH supera até mesmo as famosas micaretas de Salvador (BA) e do gigante ‘Galo da Madrugada’ de Recife (PE), cidades nordestinas que já ocuparam o 1º e 2º lugares entre os destinos carnavalescos de maior destaque nacional.

Além disso, Belo Horizonte detém o 1º lugar em procura turística dentro de Minas Gerais para o período, superando os tradicionais carnavais de cidades históricas do Estado.

Taxa de ocupação recorde nos hotéis de BH durante o Carnaval

“A perspectiva para o Carnaval de BH deste ano é muito positiva. Estamos diante da iminência de alcançar uma taxa de ocupação recorde para a cidade durante o período. Considerando a média dos quatro dias, ou seja, de sábado até a Quarta-feira de Cinzas. Atualmente, cerca de 60% dos quartos dos hotéis já possuem reservas ou pré-reservas”, afirma o Consultor Hoteleiro da Abih-MG e da MVS Consultoria, Maarten Van Sluys.

Maarten explica que o turista que busca a cidade para o Carnaval geralmente faz reservas de última hora.

“Inclusive temos bloqueios para grupos, indicando um possível fechamento de 83% na média dos quatro dias, chegando a quase 100% no domingo e na segunda-feira de Carnaval. Isso tem deixado os hoteleiros bastante otimistas em relação às contratações. Há um número expressivo de contratações de mão de obra temporária e contratações definitivas feitas pelos hotéis”, acrescenta.

Para o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte e Região Metropolitana (SindHotéis/SindiHBares), Paulo Cesar Pedrosa, a expectativa é que o Carnaval deste ano será o melhor dos últimos dez anos para a hotelaria.

“Estamos na semana oficial do Carnaval e, com isso, a nossa expectativa é que no próximo sábado, dia 10, os hotéis da capital e grande BH cheguem a 100% na taxa de ocupação, considerando que sábado é o nosso melhor dia”, diz Paulo Cesar Pedrosa.

A cidade possui hotéis espalhados em todas as regiões, com diárias que variam de R$ 100 a R$ 700.

Quarto de hotel na rede MHB Hotelaria | Crédito: MHB Hotelaria/Divulgação

Hotéis fazem apostas para cativar o público no Carnaval de BH

O consultor Maarten Van Sluys adianta que vários hoteleiros estão implementando iniciativas com o intuito de agregar valor e aumentar o faturamento dos hotéis.

“Isso ocorre com o fornecimento de adereços e a venda de produtos ligados ao Carnaval, tais como confetes, buzinas, kits ressaca, máscaras e pochetes para a segurança de celulares e cartões de débito e crédito. Estes itens estão sendo vendidos pelos hotéis na recepção”, diz.

Segundo ele, outra estratégia é que os hotéis também estão providenciando transporte para os foliões. “Durante o Carnaval de BH, haverá hotéis que vão levar os foliões situados, por exemplo, na Pampulha e um pouco fora do eixo Centro-Sul, até a localização dos blocos”, adianta.

“O material de distribuição, que inclui mapas dos blocos e horários já está pronto, foi produzido pela Belotur, com o apoio total da iniciativa privada e até participação dos hoteleiros para garantir a previsibilidade de onde e em que horário os foliões poderão sair no seu bloco”, conclui Maarten.

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