Mercado Novo pretende atrair 80 novas lojas neste exercício

Descolado, o complexo que se transformou em polo multicultural de Belo Horizonte, reunindo bares, restaurantes, lojas e ateliês

1 de fevereiro de 2024 às 15h57
Atualizada em 3 de fevereiro de 2024 às 13h23

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Fundado em 1963 para ser o principal local de abastecimento para a população da Capital, o Mercado Novo se transformou em polo multicultural | Crédito: Tiago Nunes/Suka Braga

Localizado na área central de Belo Horizonte, o Mercado Novo se ergue como um testemunho vivo da riqueza multicultural da cidade. Com 657 lojas já ocupadas de um total de 966, o local é uma expressão vibrante da diversidade, abraçando a moda, a gastronomia regional, a economia criativa e o artesanato local.

Neste ano, o empreendimento se prepara para crescer ainda mais. Quem afirma isso é o curador do Mercado Novo, Luiz Felipe de Castro. “Estamos em negociação com 80 novas lojas, e dessas, 25 podem ser abertas já em fevereiro ou março”, revela. A meta, conforme ele, é ocupar 100% do prédio.

A maioria das marcas em funcionamento hoje no Mercado Novo é do segmento de moda. Elas somam, ao todo, 60 operações. Já o segmento de alimentação se destaca pelas 56 lojas em plena atividade. Há ainda, segundo Castro, a possibilidade de abertura de pontos para artesãos, ceramistas, espaço para workshops e até para uma futura feira – que deve se instalar por um ano no local.

Ele conta que a expansão vivida pelo Mercado Novo teve início em 2016, quando foi pensada uma revitalização do prédio e a vontade de torná-lo mais diverso. “Começamos a revitalização em 2017, enfrentamos desafios para alcançarmos a diversidade que temos hoje. Inclusive, as empresas fazem propostas para os lojistas, atrapalhando a instalação ou permanência das marcas”, reclama.

Para este ano, além das novas marcas em fase de negociação, o empreendimento deve iniciar algumas reformas. As melhorias deverão incluir reforma nos banheiros e adequações de acessibilidade.

Como ressignificaram um velho espaço?

A pandemia de Covid-19 marcou um período de muitos desafios para curadoria, mas, ao mesmo tempo, ajudou a criar oportunidades e iniciativas de revitalizar o ‘Velho Mercado’ em ‘Mercado Novo’.

Lojas esbajam criatividade com decorações regionais, minimalistas, retrôs e alternativas | Crédito: Nuuh!/Cervejaria Capa Preta/Divulgação

“Nesse tempo, enfrentamos vários desafios, e um deles era o problema estrutural do Mercado Novo, pois se trata de um prédio da década de 1960. Naquela época, por exemplo, não havia o fluxo ou a capacidade energética de hoje. Por isso, a revitalização foi necessária”, comenta o curador.

Hoje, Castro afirma que os pavilhões, com quase 70% de ocupação de área bruta locável (ABL), têm se transformado, cada vez mais, em um complexo multicultural de Belo Horizonte. Para se ter uma ideia, somente nos últimos 12 meses, cerca de 30 novos estabelecimentos se instalaram no local.

As últimas aberturas incluíram a CMT (agência de turismo), Baeuai (moda), Marioneta (produtos do Grupo Giramundo) e a Linguaruda (produtos de acessibilidade em linguagem).

“O Mercado Novo é um protagonista muito rico para a cidade. Belo Horizonte já possui o título Cidade Criativa da Unesco pela Gastronomia. Mas, a gente tem trabalhado mais e em outros segmentos, como a moda”, complementa.

Mesa de café da manhã servida pelo Café Magri, com funcionamento todos os sábados, das 9h às 18h e aos domingos das 9h às 15h |
Crédito: Café Magri/Divulgação

Fatores evidenciam atração

Questionado sobre quais os fatores atraem o interesse dos empreendedores no Mercado Novo, Castro ressalta a localização central e a arquitetura do prédio. Ele também ressalta a possibilidade de abrigar diversos formatos de lojas. “Temos a vantagem de ter lojas com o pé direito alto e espaços que atendem a vários formatos”, diz.

Ateliês tomam espaços nos corredores para uma experiência imersiva | Crédito: Pelas Estradas de Minas/Divulgação

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