COTAÇÃO DE 23 A 25/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6270

VENDA: R$5,6270

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,8030

EURO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,6750

OURO NY

U$1.792,47

OURO BM&F (g)

R$327,87 (g)

BOVESPA

-1,34

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Negócios zCapa

Mercado Novo passa por revitalização e ganha mais lojas

COMPARTILHE

Crédito: Divulgação

Quem passa pelo Mercado Novo, no centro de Belo Horizonte, percebe – há algum tempo – uma movimentação diferente por lá. Há um ano, o espaço foi redescoberto por empreendedores, principalmente da gastronomia, que se juntaram em uma ação para revitalização do espaço e manutenção de sua cultura e aspectos históricos.

A iniciativa, que começou com uma distribuidora de bebidas e um restaurante, ganhou força e, 12 meses depois, exibe seus frutos: 40 estabelecimentos em pleno funcionamento e um movimento cultural que tem se destacado na Capital.

PUBLICIDADE

A iniciativa foi puxada pelos sócios da Cervejaria Viela, que fizeram um movimento parecido de resgate histórico do bairro Pompeia, na região Leste de Belo Horizonte, onde a cervejaria está instalada. Ao ver um andar inteiro de lojas fechadas em um ponto tão histórico como o Mercado Novo, os sócios decidiram começar o movimento.

“É um lugar incrível com comerciantes muito tradicionais, que estão aqui há décadas. As pessoas não sabem, mas temos coisas fantásticas, como uma fábrica de vela artesanal e outra de máquina de algodão-doce. Então, decidimos abrir uma distribuidora da marca e um restaurante para atrair o público para o mercado e ajudar a contar a história dele”, afirma o sócio da Cervejaria Viela, Rafael Quick.

Os dois empreendimentos foram abertos em setembro de 2018: a Distribuidora Goitacazes, que vende a cerveja engarrafada, e a Cozinha Tupis, que tem cardápio variado, focado na gastronomia mineira e que usa matéria-prima comprada no próprio mercado. Segundo o sócio, nos últimos meses, o movimento se intensificou e novos empreendedores chegaram.

Hoje, o segundo andar do Mercado Novo vende comida de boteco, massa, empada, sanduíche, cerveja, cachaça, vinho, entre outras opções.

Quick explica que o movimento tem regras específicas, como a manutenção da estética do Mercado Novo. Exatamente por isso que a iniciativa vem sendo chamada de “Velho Mercado Novo”: a ideia é valorizar o conceito de mercado.

“Não temos muitas mesas por aqui: as pessoas comem nos balcões de maneira informal e circulam de um lugar para o outro. Além disso, evitamos a concorrência direta, então cada estabelecimento vende apenas aquilo que é sua especialidade. Dessa forma, ninguém disputa o mesmo cliente e todo mundo cresce”, diz.

Os empreendedores também são estimulados a comprarem uns dos outros dentro do mercado, de forma a valorizar todos os comerciantes. Além dos estabelecimentos na área de gastronomia, há também algumas lojas ligadas a ofícios e à área cultural, como ateliê de cerâmica, barbearia, loja de vinil e espaço de exposição.

“Em um ano, saímos de dois para 40 negócios. Além disso, temos nos transformado em um dos movimentos de coletividade e identidade local mais interessantes de Belo Horizonte”, comemora Quick.

Localizado na avenida Olegário Maciel, o “velho” Mercado Novo ganha novos clientes – Crédito: Divulgação

Novos negócios – Entre os novos empreendedores do Mercado Novo, está o chefe de cozinha Alexandre Louzeiro, que há três meses abriu o Rei da Estufa. O estabelecimento resgata a tradicional estufa – muito comum nos antigos bares da Capital – onde fica exposta a comida de boteco feita na hora: almôndega, moela, jiló e o torresmo de barriga, que é o carro-chefe da casa. O tíquete médio no bar é R$ 22.

O estabelecimento foi montado no espaço de duas lojas do Mercado Novo e tem 24 metros quadrados. O chefe de cozinha afirma que investiu cerca R$ 70 mil na estrutura e, só nos primeiros três meses, teve retorno de 20% desse investimento. A expectativa é finalizar o ano com 50% de retorno.

Louzeiro afirma que o “Velho Mercado Novo” tem atraído muitos jovens. Alguns deles viveram os “tempos de mercado” e outros não. Mas, todos ficam muito encantados com a proposta do espaço. “Os estabelecimentos no País e no mundo estão cada vez mais homogêneos. Mas, aqui, nós temos identidade”, afirma.

Com inauguração prevista para este mês, a Massa Mercado é outro exemplo de estabelecimento que comprou o conceito do movimento no Mercado Novo. O restaurante servirá cerca de 40 tipos de massa, feitas na hora à vista do público. O chefe de cozinha e proprietário do restaurante, Eduardo Miranda, afirma que a ideia é mostrar aos clientes todo o processo de preparação da massa.

“Meu conceito é de cozinha ao vivo: eu faço a massa na hora e coloco para secar em um varal. É uma experiência gastronômica totalmente diferente: sofisticada e simples ao mesmo tempo. É comida boa sem frescura”, resume. O empreendedor já investiu cerca de R$ 80 mil no negócio e sua expectativa é que o retorno aconteça em seis meses.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!