Vacina Spin-Tec passará pela última etapa de testes

Observando a reta final de análises clínicas, a previsão é de que a vacina chegue aos braços da população em 2025

4 de dezembro de 2023 às 20h29

img
Imunizante que deve privilegiar a imunidade celular, diz coordenador dos testes clínicos da Spin-Tec e diretor clínico do CTVacinas, Helton Santiago | Crédito: CTVacinas | UFMG

O Centro de Pesquisas em Biotecnologia (CT Vacinas), vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) se prepara para a última etapa de testes clínicos da Spin-Tec. A vacina é a primeira 100% brasileira contra a Covid-19 com todo o processo de desenvolvimento conduzido em solo brasileiro e com tecnologia nacional.

De acordo com a universidade, o último estágio é formado por três fases, dos quais contam com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A primeira, aliás, já foi superada pela Spin-Tec, que se mostrou segura e eficaz. Neste contexto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início da fase 2, quando 360 voluntários precisam ser testados. Para isso, CT Vacinas necessita de interessados em participar dos testes clínicos.

“A pesquisa clínica não se faz sem os voluntários de pesquisa. Eles são totalmente parceiros nossos. Se os voluntários não aparecerem, a pesquisa para. Então é muito importante que as pessoas que queiram contribuir com a ciência, que queiram contribuir com o desenvolvimento científico brasileiro, se voluntariem”, afirma o coordenador dos testes clínicos da Spin-Tec e diretor clínico do CTVacinas, Helton Santiago.

Quando a Spin-Tec deve imunizar a população?

Observando a reta final de testes, a previsão é de que a vacina chegue aos braços da população em 2025. No entanto, para compreender esse prazo, é necessário concluir os resultados de sua eficiência contra as variantes que poderão surgir até o prazo estabelecido.

Ainda de acordo com Santiago, a vacina, que começou a ser testada inicialmente em novembro de 2022, conta com um grande diferencial. Segundo ele, trata-se de um imunizante que deve privilegiar a imunidade celular, ao contrário, das demais vacinas que dão ênfase à imunidade humoral. Isso quer dizer que induzem anticorpos neutralizantes.

“Aprendemos a identificar onde estão os gargalos na ciência brasileira na hora de inovar na área biomédica – e essa vacina tem nos ensinado a resolver esses gargalos. As próximas vacinas poderão seguir um caminho mais bem pavimentado até chegar às prateleiras das farmácias”, conclui.

Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

Siga-nos nas redes sociais

Comentários

    Receba novidades no seu e-mail

    Ao preencher e enviar o formulário, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

    Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

    Siga-nos nas redes sociais

    Fique por dentro!
    Cadastre-se e receba os nossos principais conteúdos por e-mail