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UFMG inicia testes em humanos da 1ª vacina 100% nacional contra Covid

Em análises pré-clínicas, em animais, imunizante pesquisado demonstrou capacidade de produção de anticorpos
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UFMG inicia testes em humanos da 1ª vacina 100% nacional contra Covid
Os testes clínicos da vacina desenvolvida pela UFMG serão feitos em 432 pessoas de perfis e idades diferentes | Crédito: Rovena Rosa/ABr

Os testes clínicos em humanos da primeira vacina contra Covid-19 totalmente desenvolvida no Brasil foram oficialmente iniciados. O imunizante é fruto de parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e representa um marco da participação da ciência brasileira no combate à doença. Em análises pré-clínicas, em animais, a vacina demonstrou capacidade de produção de anticorpos.

A vacina foi elaborada no Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da universidade federal e somou dezenas de milhões de reais em investimentos. O processo contou com suporte financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e de emendas parlamentares das bancadas federal e estadual.

Autoridades dos governos federal e estadual e equipes que conduzem os estudos do imunizante SpiN-Tec MCTI UFMG detalharam como foi o processo de desenvolvimento e as fases em que se darão os testes.

Vacina traz legado à ciência brasileira

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Cesar Rezende de Carvalho Alvim, e o secretário de Pesquisa e Formação Científica do MCTI, Marcelo Morales, enalteceram os esforços da comunidade científico-acadêmica na obtenção desta que é a primeira vacina 100% desenvolvida no Brasil.

“A vacina traz um legado muito significativo que extrapola a UFMG. E isso foi possível graças ao engajamento de todos os envolvidos. A pandemia mostrou o papel nobre e único da ciência. E para chegarmos a esse marco histórico, que é a vacina produzida por brasileiros, tivemos qualidade e excelência científica. Tivemos competência em fazer acontecer. E prontidão e velocidade. Tudo isso com recursos bem inferiores ao que vimos mundo afora para o desenvolvimento das vacinas que temos no mercado”, enalteceu o ministro.

“É a primeira vacina da história do Brasil. Produzida por brasileiros, com financiamento brasileiro e por instituições brasileiras. E agora ela começa a ser testada em seres humanos”, reforçou Morales.

Pesquisa começou em 2020

Os primeiros estudos da SpiN-Tec MCTI UFMG começaram em 2020. A testagem em humanos foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro e tem o objetivo de obter evidências quanto à eficácia e à segurança do imunizante, além de descobrir eventuais reações adversas.

Nos estudos pré-clínicos, feitos em animais, a vacina não gerou efeitos colaterais adversos e demonstrou capacidade de produção de anticorpos. Os exames comprovaram também que o imunizante é eficaz contra diferentes variantes do vírus.

Os testes terão três fases. As duas primeiras, serão em Belo Horizonte. A primeira com 72 voluntários e a segunda, com 360.

Terminadas as fases 1 e 2, o grupo que desenvolve a SpiN-Tec MCTI UFMG enviará os relatórios do estudo para a Anvisa, que dará aval para a terceira e última etapa, que reunirá de quatro a cinco mil voluntários de várias partes do Brasil. Somente após essas etapas é que o imunizante chegará ao mercado e à população.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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