Por que a legislação brasileira precisa mudar

31 de janeiro de 2024 às 5h07

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Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil

O índice de angústia entre a população do País está cada dia mais alto. Com ele, sobem o nível de stress e o de dores nas entranhas, em especial, quando lemos textos de jornalistas como J.R. Guzzo, Augusto Nunes, Guilherme Fiuza e outros da oposição que andam assombrando o governo nas redes sociais. Estas são o único caminho para conhecer certos escândalos que a grande imprensa omite e os absurdos políticos a ocorrer todos os dias. Este é o País do absurdo. Absurdo é a quantidade de vezes que descobrimos novos e exclamamos “que absurdo!” e lemos por intermédio de vídeos “que alguém precisa fazer algo”. Quem, cara pálida? Quem faz alguma coisa para mudar o País são os políticos no Congresso e estes estão se lixando para povo brasileiro ou as consequências de suas omissões em projetos de lei de interesse do País e que estão parados há anos. Há deputados federais que, depois de quatro mandatos e de ter apresentando projetos de leis de interesse nacional, nunca conseguiram transformar um único em lei. O que fazer, leitor? Esperar algo diferente do que vem acontecendo do nosso mineiro que preside o Senado Federal?

Quem conhece História sabe que em 14 de julho de 1789 a França mudou. No dia 17 de novembro de 1917 estava anunciada uma exposição de pintura modernista em Moscou às 17 horas. Antes da abertura dela, o mundo era outro com 216 homens fazendo uma revolução que mudou e dividiu o mundo.

Somos um povo pacato? A História diz que não, diante de tantas revoluções e de novas tentativas ao longo desses 524 anos. Nenhuma prosperou no sentido de mudar radicalmente o País. Radical aqui tem o sentido marxista do termo: ser radical é ir às raízes das coisas e estas são sempre o homem. Aqui ocorre sempre o oposto. Neste País acontece como no personagem do livro “Il Gattopardo”: “É preciso mudar muita coisa pra ficar tudo igual”. E tem ficado há dezenas e dezenas de anos. Há ex-políticos, de vereadores a senadores, que deixaram a atividade por que não aguentaram a desonestidade, os conchavos de interesses pessoais em detrimento aos nacionais, a falta de caráter sobrando pelos plenários, as roubalheiras e as corrupções. Perguntem a qualquer pedaço de tapete do Congresso Nacional e eles se envergonhariam do que já viram e ouviram dos nossos eleitos. Ninguém, absolutamente ninguém, teme a lei no País. Ninguém, menos ainda os políticos. A única coisa que eles temem é uma única frase “não voto mais em você”, pois sabem que junto deste eleitor há dezenas de outros o acompanhando e o risco de não ser reeleito é grande. Sem reeleição, perdem o mandato e o poder que ele oferece.

O leitor vai perguntar: o que você propõe? Proponho que algo seja feito no sentido de todos os habitantes desse País exijam com a força de um elefante em disparada as modificações das legislações que favorecem bandidos em geral – políticos ou não – e que todos passem a temer a lei, sem exceção.

*Psicanalista, advogado e crítico de artes

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