Câmara de BH arquiva cassação contra Gabriel Azevedo

Processo não obteve adesão mínima para prosseguir e foi arquivado por atingir o prazo de análise do relatório

4 de dezembro de 2023 às 17h18

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Azevedo: "A verdade e a justiça prevaleceram mais uma vez." | Crédito: Cláudio Rabelo/CMBH

A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) arquivou na tarde desta segunda-feira (04) a denúncia contra o presidente da Casa, Gabriel Azevedo (sem partido). O pedido de cassação do mandato foi protocolado pela deputada federal Nely Aquino (Pode), no entanto, não obteve adesão mínima de 28 votos para prosseguir e foi arquivado por atingir o prazo de 90 dias para análise do relatório.

A sessão desta segunda foi concluída com êxito após a primeira, marcada na manhã da última sexta-feira (1/12), ser adiada por falta de quórum, que exige o mínimo de 21 vereadores para iniciar o processo. Hoje, a Casa registrou 37 comparecimentos dos 41 totais, com ausência de Marcela Trópia (Novo), Ciro Pereira (PTB), Henrique Braga (PSDB) e Professor Givanildo (Patriota), suplente de Gabriel Azevedo que foi convocado em tentativa de conseguir os votos necessários.

Presidente da Câmara chama processo de “farsa”

De acordo com a denúncia, o atual presidente da Câmara Municipal teria supostamente cometido quebra de decoro parlamentar. A acusação cita atos de abuso de autoridade, incluindo a antecipação pública de atribuição de culpa antes mesmo da conclusão das apurações da CPI da Lagoa da Pampulha. Além disso, Azevedo teria agredido verbalmente colegas parlamentares e atuado irregularmente na CPI da Lagoa da Pampulha, substituindo membros e antecipando decisões sigilosas. Também são mencionados atos contra o vereador Marcos Crispim, que incluem fraude, estelionato e gravações ilegais.

Em sua defesa, o parlamentar nega as acusações e considera a denúncia na Câmara de Belo Horizonte como uma “farsa”. Confira a íntegra do texto divulgado pelo Presidente nas redes sociais.

Após 90 dias, o processo que visava cassar meu mandato foi arquivado. Os próprios autores da farsa perceberam o fracasso, obstruíram e não foi concedida a meus colegas vereadores a chance de votar no processo. Carreguei essa cruz com serenidade, compreendendo e aceitando meus erros. Quero agradecer a todos que me seguem nas redes sociais pelo apoio e incentivo, não se deixando enganar por um processo que buscava tirar Belo Horizonte do povo para devolvê-la aos caprichos de uma família. Enquanto eu for presidente da Câmara Municipal, minha prioridade é proporcionar à cidade ônibus de qualidade, remédios nos centros de saúde, desenvolvimento e novas oportunidades para os jovens, além de uma educação que prepare nossas crianças para o futuro. Sigamos em frente com fé, honestidade e um amor imenso por Belo Horizonte. A verdade e a justiça prevaleceram mais uma vez.

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