Mantega abre mão de ir para a Vale, e ações da mineradora sobem

A ideia do governo é que isso seja interpretado como uma sinalização para a mineradora privada escolher um outro

26 de janeiro de 2024 às 14h53
Atualizada em 27 de janeiro de 2024 às 12h26

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Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

São Paulo e Brasília – O ex-ministro Guido Mantega deve divulgar uma carta ainda nesta sexta-feira (26) afirmando que abre mão de ocupar um cargo na Vale, em um movimento articulado junto com o presidente Lula (PT).

A ideia do governo é que isso seja interpretado como uma sinalização para a mineradora privada escolher um outro nome para o cargo de presidente, sem reconduzir Eduardo Bartolomeo, que ocupa o posto atualmente. O movimento também foi articulado com o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia).

Embora se articulasse para que Mantega assumisse a presidência, o governo Lula também aceitaria que ele fosse indicado para o conselho, mas o ex-ministro desistiu de todas as opções.

As ações da Vale aceleraram o movimento de alta perto das 13h30 desta sexta-feira (26) com a notícia. Às 14h29, os papéis da mineradora subiam 1,94%, a R$ 69,69 cada um. O Ibovespa tinha ganhos 0,59%, ade 128.927 pontos.

O recuo ocorreu em face da grande resistência ao nome dele, em razão de sua atuação no governo Dilma Rousseff, que registrou a maior recessão da história do país.

A mineradora privada começou a debater nesta semana sobre o comando da companhia nos próximos três anos, com a avaliação de comitê interno sobre a possível recondução do presidente atual.
Nas últimas semanas, membros do governo e aliados do petista fizeram uma ofensiva em defesa do nome de Mantega.

Nesta semana, Lula criticou a atuação da mineradora após a tragédia de Brumadinho (MG), que matou 270 pessoas há cinco anos e, em outra frente, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, recorreu às redes sociais para reforçar a pressão pela indicação de Mantega ao comando da Vale. (Por Fábio Zanini e Victoria Azevedo)

Ministro nega que Lula tenha tratado de sucessão na Vale

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, negou nesta sexta-feira (26) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria tratado sobre sucessão na Vale e afirmou que o presidente “nunca” se disporia a fazer interferência em uma empresa com capital aberto.

As declarações do ministro ocorrem após a divulgação na imprensa que Lula estava buscando meios para que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega assuma o comando da mineradora ou ao menos um cargo no conselho de administração.

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