PF faz buscas contra Ramagem em cidades de MG

Diferentes endereços do ex-diretor-geral da Abin foram procurados, incluindo um em Juiz de Fora e outro em São João Del-Rei

25 de janeiro de 2024 às 21h39

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O atual deputado federal foi ex-diretor da Abin na época do ex-presidente Jair Bolsonaro | Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Brasília – O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi alvo de mandados de busca e apreensão, ontem, no âmbito de uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) que investiga o monitoramento ilegal de cidadãos pelo órgão durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, disseram três fontes com conhecimento da ação.

Diferentes endereços de Ramagem, inclusive o gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados, estão entre os locais que foram alvos das medidas de busca e apreensão por parte da PF, relataram à Reuters as fontes, duas da PF e uma da Câmara.

Segundo nota da PF, foram realizadas no total 21 medidas de busca a apreensão, além de outras medidas que incluem prisões, em Brasília, Rio de Janeiro e em duas cidades de Minas Gerais: Juiz de Fora, na Zona da Mata, e São João Del-Rei, na região Central. De acordo com a corporação, sete policiais federais são alvos da ação, tendo sido afastados das suas funções.

Ramagem, que se tornou um dos maiores aliados de Bolsonaro, é o nome escolhido pelo ex-presidente para candidatar-se à prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições deste ano.

O deputado federal não está em Brasília e por ora não se manifestou publicamente sobre a operação. Procurada, a assessoria de imprensa do deputado informou que ele está “se inteirando da operação ainda” e irá se posicionar posteriormente.

Um representante de Bolsonaro não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre a operação. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que a operação da PF é “uma perseguição” devido à ligação de Ramagem com Bolsonaro. “Isso é pura perseguição e pode acabar elegendo o Ramagem com mais facilidade no Rio de Janeiro”, disse o político na plataforma de rede social X, antigo Twitter.

A ação, deflagrada com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, é a continuação da operação Última Milha, de outubro do ano passado, em que a PF investigou o uso ilegal pela Abin de um software para espionar autoridades públicas e pessoas comuns.

“As provas obtidas a partir das diligências executadas pela Polícia Federal à época indicam que o grupo criminoso criou uma estrutura paralela na Abin e utilizou ferramentas e serviços daquela agência de inteligência do Estado para ações ilícitas, produzindo informações para uso político e midiático, para a obtenção de proveitos pessoais e até mesmo para interferir em investigações da Polícia Federal”, afirmou a PF.

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