Comércio tem resultado negativo em Minas Gerais

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Comércio tem resultado negativo em Minas Gerais
Segmento de móveis e eletrodomésticos amargou retração de 19,5% no ano passado, de acordo com dados do IBGE CRÉDITO:ALISSON J. SILVA

Enquanto as vendas do varejo nacional avançaram 2,3% em 2018 sobre o ano anterior, os níveis de comercialização em Minas Gerais ficaram praticamente estáveis, registrando baixa de -0,1% na mesma base de comparação, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando considerado o comércio varejista ampliado, a alta anual da média brasileira foi de 5% e a estadual de 3%, sempre em relação a 2017.

Segundo o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas), Guilherme Almeida, os resultados refletem o comportamento do consumidor e nem sempre acompanham uma tendência de uma região para outra. No caso de Minas, conforme ele, foram observadas condutas de maior cautela em determinados segmentos, como móveis e eletrodomésticos e combustíveis.

“Trata-se do hábito de consumo da população, que pode variar de um lugar para outro. A média nacional considera o apanhado de diversas localidades, enquanto que isoladamente, cada estado tem um comportamento próprio. Minas Gerais, no caso, mostrou um maior cuidado por parte dos consumidores”, explicou.

Setores – Entre os setores avaliados, a maior baixa no volume de vendas no Estado ocorreu no setor de móveis e eletrodomésticos (-19,5%), seguido por combustíveis e lubrificantes (-17,6%). Outros artigos de uso pessoal e doméstico também apresentou recuo de -11,8% e livros, jornais, revistas e papelaria de -5,6%.

Na outra ponta, avançaram nos níveis de comercialização, os grupos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (12,7%), hipermercados e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (9,8%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,6%).

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Dezembro – Já quando considerado apenas o último mês do ano passado, o comércio varejista mineiro apresentou recuo de 4,2% no volume de vendas em relação a novembro, na série com ajuste sazonal. No Brasil, registrou-se também, no mesmo tipo de comparação, uma taxa negativa de 2,2%. Cabe destacar que, das 27 unidades da federação, 26 registraram resultados negativos em dezembro na comparação com o mês imediatamente anterior.

Neste caso, conforme Almeida, a justificativa está na antecipação das compras dos consumidores. “De uns anos para cá, o consumidor brasileiro tem se habituado a fazer parte de suas compras de Natal em novembro, aproveitando as promoções do Black Friday. Isso acaba refletindo nos níveis de comercialização do último mês do ano”, explicou.

Já frente a dezembro de 2017, a variação das vendas do comércio varejista de Minas foi de -6,7%, mais uma vez, bem abaixo do nível nacional, que teve alta de 0,6%.

Em termos de segmentos, a maior queda no Estado foi observada em outros artigos de uso pessoal e doméstico (-30,1%). Combustíveis e lubrificantes teve baixa de 20,1% no mês e livros, jornais, revistas e papelaria de 15,8%.

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação teve a alta mais expressiva para este tipo de comparação: 10,1%.

Considerando o varejo ampliado, foram registradas altas de 5% e 3% no fechamento de 2018 para o Brasil e Minas Gerais, respectivamente. No Estado, a principal contribuição veio da venda de veículos, motocicletas, partes e peças, com incremento de 19,6%. O item material de construção apresentou alta de 4,7% no mesmo tipo de confronto.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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