Grupo gaúcho desativará barragem em Ouro Preto

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A Gerdau informou ontem que investirá R$ 300 milhões para desativação completa da barragem dos Alemães, em Ouro Preto (região Central), e implantação de solução de empilhamento a seco dos rejeitos da extração de minério de ferro. Os aportes irão também para a busca de outras tecnologias de segurança para a barragem.

“Estamos no momento de definição de tecnologia e equipamentos. Assim que essas questões forem definidas, vamos iniciar a solução de empilhamento a seco”, disse o presidente da companhia, Gustavo Werneck , acrescentando que a barragem está estável e segue normas estaduais e federais. A Gerdau tem duas barragens na região. A outra está desativada desde 2011, que, conforme o executivo, está totalmente seca.

Balanço – A Gerdau teve lucro líquido de R$ 389 milhões no quarto trimestre, impulsionado por preços maiores de aço que ajudaram a operação da companhia na América do Norte a ter o melhor desempenho operacional dos últimos dez anos. O resultado reverteu prejuízo de R$ 1,38 bilhão sofrido no ano anterior.

O grupo siderúrgico teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 1,4 bilhão, crescimento de 18,9% na comparação com o quarto trimestre de 2017. A margem subiu de 12% para 12,9%.

A Gerdau reverteu seus resultados apesar de ter registrado queda de produção e nas vendas em volume no quarto trimestre. O volume de aço produzido recuou 18,4%, para 3,22 milhões de toneladas, e as vendas caíram 16,1%, para 3,17 milhões de toneladas.

A receita líquida cresceu 11%, para 10,9 bilhões, enquanto o custo de vendas subiu 9,3%, para R$ 9,6 bilhões, e as despesas gerais e administrativas tiveram redução de 5,1%.

A margem bruta da Gerdau passou de 10,6% para 12% no quarto trimestre do ano passado.

A companhia, que no ano passado concluiu processo de venda de ativos que consolidou a atuação do grupo nas Américas, fechou 2018 com dívida líquida de R$ 11,58 bilhões, ante R$ 13,1 bilhões no fim de 2017. A relação entre dívida líquida e Ebitda voltou a cair, encerrando o ano passado em 1,7 vez ante 2,2 vezes em setembro e 3 vezes no fim do ano anterior. Com informações da Reuters.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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